sexta-feira, 3 de novembro de 2017

NO BRASIL, PRIVILÉGIOS SÃO DIRIGIDOS A CORRUPTOS

Sancionada lei que dá foro privilegiado a Moreira Franco


O presidente Michel Temer sancionou, com vetos parciais, a Medida Provisória 782, agora convertida na Lei 13.502, que estabelece a organização básica dos órgãos da presidência da República e dos ministérios, enquadrando como ministro e garantindo o foro privilegiado ao secretário-geral da Presidência, cargo ocupado pelo peemedebista Moreira Franco. A lei está publicada na edição desta sexta-feira, 03, do Diário Oficial da União.
A Lei também promove alterações na organização administrativa do Executivo, vinculando a Secretaria da Pesca à Presidência da República e cria o Ministério dos Direitos Humanos, comandado pela ministra Luislinda Valois (PSDB).
Os seis vetos foram feitos a dispositivos que tratam, por exemplo, das atribuições de alguns cargos. Um deles, o inciso VIII do artigo 7º dizia que cabia à secretaria-geral da Presidência executar as atividades de cerimonial da Presidência. A justificativa para o veto foi que, “dadas as atribuições mais amplas afetas à secretaria-geral, busca-se alocar a execução das atividades de cerimonial em órgão com competências mais afetas à atividade, o que será oportunamente equacionado por via regulamentar”.

ATÉ TU, MINISTRA DOS DIREITO HUMANOS?

Ministra desiste de pedir salário de R$ 61,4 mil

Após críticas, a ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, anunciou que desistiu do pedido feito ao governo para acumular o salário na pasta com o de desembargadora aposentada, o que lhe garantiria um vencimento bruto de R$ 61,4 mil por mês. A informação foi divulgada por meio de nota da assessoria.
Na edição desta quinta-feira, 2, a Coluna do Estadão revelou o pedido feito pela ministra à Casa Civil. No documento, de 207 páginas, Luislinda alega que, por causa do teto constitucional, só pode ficar com R$ 33,7 mil do total das rendas. A ministra diz que essa situação, “sem sombra de dúvidas, se assemelha ao trabalho escravo, o que também é rejeitado, peremptoriamente, pela legislação brasileira desde os idos de 1888 com a Lei da Abolição da Escravatura”.
“Considerando o documento sobre a situação remuneratória da ministra Luislinda Valois, o ministério informa que já foi formulado um requerimento de desistência e arquivamento da solicitação”, informa a nota divulgada nesta quinta.
Antes de anunciar a desistência, Luislinda, em entrevista à Coluna no estadão.com.br, disse que é seu direito receber o valor integral para trabalhar como ministra porque o cargo impõe custos como se “vestir com dignidade” e “usar maquiagem”. Ela também afirmou que não se arrepende de ter comparado seu caso ao trabalho escravo. “Todo mundo sabe que quem trabalha sem receber é escravo.”
Consultado, o Palácio do Planalto informou que não se manifestará sobre o assunto.
Argumento
No documento encaminhado à Casa Civil, Luislinda justifica que, por causa da regra do teto, pela qual nenhum servidor pode ter vencimento maior que um ministro do Supremo Tribunal Federal – atualmente de R$ 33,7 mil -, seu salário de ministra cai para R$ 3.292 brutos. O de desembargadora, de R$ 30.471,10, é preservado.
O salário de ministro é hoje de R$ 30, 9 mil. Além disso, ministros têm direito a carro com motorista, uso de jatos da FAB em agenda oficial, cartão corporativo e imóvel funcional. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

FILHA DO EX DEPUTADO PEDRO CORRÊA É INDICIADA PELA PF

PF indicia na Lava Jato filha do delator Pedro Corrêa

A Polícia Federal indiciou a ex-deputada Aline Corrêa (PP-SP) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato. A ex-parlamentar é filha do também ex-deputado Pedro Corrêa, delator do esquema de propinas instalado na Petrobras.
O inquérito contra Aline havia sido instaurado a partir da delação do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. O relatório de indiciamento foi entregue pela PF na segunda-feira, 30, e cita ainda o doleiro Alberto Youssef e a empreiteira UTC, controlada pelo executivo Ricardo Pessoa. Todos são delatores.
“Entendo que há indícios de autoria e materialidade quanto à prática, por Aline Corrêa, do crime de lavagem de dinheiro e corrupção, uma vez que aderiu à conduta criminosa de Pedro Corrêa, Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, e tendo provido os meios materiais para a ocultação/dissimulação de recursos, recebendo recursos em espécie por determinação de seu pai, e tendo atuado para recebimento de recursos inclusive em benefício de sua campanha eleitoral de 2010 (no caso das doações realizadas por UTC e Constran)”, afirmou a delegada Renata da Silva Rodrigues, da PF
Paulo Roberto Costa relatou que Aline ‘deveria ter algum tipo de beneficio oriundo dos recebimentos do partido a partir da cota devida pelos contratos firmados no âmbito da Diretoria de Abastecimento da Petrobras’. Paulo Roberto Costa declarou que a ex-deputada ‘nunca’ havia pedido pessoalmente valores a ele, mas que lembrava de Aline ‘porque participava de algumas das reuniões com o grupo principal de dirigentes do PP, em razão de ser filha de Pedro Corrêa’.
A PF elencou no relatório os acessos de Aline a endereços comerciais do doleiro. Aline esteve, segundo os investigadores, em um escritório na Avenida São Gabriel, em São Paulo, por 15 vezes, de agosto de 2010 a setembro de 2012, e por 6 vezes, de agosto de 2013 a janeiro de 2014 no endereço da Rua Renato Paes de Barros.
Alberto Youssef declarou que Aline Corrêa ‘recebia um repasse mensal dos líderes do PP no montante de R$ 30 mil, oriundos dos recursos do caixa do Partido Progressista na Petrobras’. O doleiro relatou que a ex-deputada ‘ia toda segunda ou sexta-feira’ a seus escritórios ‘para reclamar que seu pai e demais dirigentes do PP não estavam fazendo os devidos repasses’ e pedia que ele realizasse os repasses diretamente a ela.
Ouvida como colaboradora da Justiça, Aline Corrêa afirmou que esteve no escritório do doleiro ‘para pegar dinheiro a pedido de seu pai’. “Esclarece, no entanto, que não sabe indicar os valores que recebeu diretamente de Alberto Youssef, mas sabia informar que era sempre dinheiro em espécie, acondicionado numa sacola de papel: que seu pai alegava que era um crédito que ele possuía junto a Alberto Youssef”, disse.
De acordo com o depoimento, Aline narrou que seu ‘papel’ limitava-se a receber o dinheiro, ‘sempre das mãos de Youssef, e guardar em seu flat até que seu pai passasse e o pegasse lá’.
O relatório da PF afirma que ‘muito embora Aline, colaboradora da Justiça, alegue que ia até o escritório de Youssef para retirar recursos que, na verdade, pertenciam a seu pai, fato é que a própria declarante confirma ter conhecimento de que a origem dos recursos era o esquema criminoso comandado pelo PP na Diretoria de Abastecimento da Petrobras’, narra a delegada Renata Rodrigues, da PF.
A defesa de Aline Corrêa foi procurada pela reportagem, mas ainda não se manifestou.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

O DIA "GRANDE" DOS CATÓLICOS

Dia de Todos os Santos

Próximo 1 de Novembro de 2017 (Quarta-feira)
O Dia de Todos os Santos é celebrado anualmente em 1 de novembro.
Esta é uma data dedicada à celebração e homenagem de todos os santos e mártires das igrejas cristãs. O Dia de Todos os Santos não é feriado no Brasil. A celebração é reconhecida pelos Católicos, Ortodoxos, Anglicanos e Luteranos.
Supostamente, a ideia de homenagear todos os santos Mártires teria começado por volta do ano 835 d.C, quando a Igreja Católica Romana decidiu dedicar o dia 1º de novembro a todos aqueles que tiveram uma vida santa, mas não foram lembrados ao longo do ano.
Normalmente, o Dia de Todos os Santos é celebrado nesta data em todo o ocidente, enquanto que no oriente a comemoração acontece no primeiro domingo após o Pentecostes.
De acordo com as tradições da Igreja Católica, após a celebração da Festa de Todos os Santos (Festum Omnium Sanctorum, em latim) em 1º de novembro, celebra-se o Dia de Finados, em 2 de novembro.

Oração do Dia de Todos os Santos

“Querido Pai,
Você tem dado aos santos do céu a felicidade eterna que vivem agora na plenitude de Sua glória. Devido ao Seu santo amor, eles também se preocupam comigo e minha família, meus amigos, minha igreja, meus vizinhos. Obrigado pelo dom da sua amizade e do testemunho de uma vida santa. Eu peço aos nossos santos padroeiros e todos os santos que se tornaram particularmente queridos para mim, a intercessão por nós. Peço-lhes que nos ajude a caminhar com segurança no caminho estreito que conduz ao céu. Ó Senhor, dai-nos a sua proteção. Dai-nos a sua assistência para vencer a tentação, ganhando a plenitude da vida com Você. Amém!”

O CONGRESSO NACIONAL É O LUGAR DELES MESMO: OS SEM EDUCAÇÃO

Vice da Câmara grita com presidente do Senado, que cancela sessão do Congresso

Fábio Ramalho conduzia sessão da Câmara que analisava MP do Fies quando Eunício Oliveira chegou para abrir sessão do Congresso. Deputada que estava na tribuna reclamou de 'debate' entre eles.

O vice-presidente da Câmara dos Deputados, Fábio Ramalho (PMDB-MG), gritou com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), na noite desta terça-feira (31), no plenário.
Os gritos foram dados no momento em que Fábio Ramalho conduzia a sessão da Câmara, e Eunício chegou ao plenário para abrir a sessão do Congresso, formada por deputados e senadores.
A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), que discursava da tribuna, chegou a dizer que estava se sentindo "prejudicada" em razão do "debate" entre Fábio Ramalho e Eunício.
A gritaria foi fora do microfone, mas, depois do episódio, também gritando, o vice-presidente da Câmara anunciou ao plenário que não haveria a sessão do Congresso: "Não vai ter [sessão do] Congresso aqui. Nós vamos terminar a nossa pauta. Assunto encerrado."
Fábio Ramalho foi aplaudido pelos deputados, que analisavam naquele instante uma medida provisória que reformula o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Fábio Ramalho está como presidente interino da Câmara porque Rodrigo Maia (DEM-RJ) está em viagem no 

Como começou a confusão

Além de presidente do Senado, Eunício Oliveira é o presidente do Congresso Nacional e cabe a ele conduzir a sessão conjunta formada por deputados e senadores.
Nessas sessões, os parlamentares analisam, por exemplo, vetos presidenciais a trechos de projetos aprovados no Legislativo.
Quando Eunício chegou ao plenário para abrir a sessão, os deputados analisavam a MP do Fies e, para não interromper a votação, Fábio Ramalho informou a ele que iria esperar até que 40 senadores estivessem presentes ao plenário.


JUCÁ, UM VELHO NOME CONHECIDO E UM CORRUPTO QUE SE DIZ INOCENTE

Raquel Dodge reforça denúncia de Janot contra Jucá e Jorge Gerdau


Em manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, reforçou a denúncia contra o senador e presidente nacional do PMDB, Romero Jucá (RR), e o empresário Jorge Gerdau Johannpeter, apresentada em agosto pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que apontou suposto favorecimento do peemedebista ao Grupo Gerdau em uma medida provisória em troca de doações eleitorais.
A manifestação, datada desta segunda-feira, 30, foi feita já considerando a defesa prévia dos denunciados após a apresentação da acusação formal por parte da Procuradoria-Geral da República (PGR), que atribui a Jucá a prática dos crimes de corrupção passiva qualificada e de lavagem de dinheiro qualificada.
“A Procuradora-Geral da República requer a rejeição das preliminares suscitadas pelo acusado e o integral recebimento da denúncia, com a citação do acusado e o início da instrução processual penal, até final condenação”, disse Raquel Dodge, ao relator do inquérito, ministro Edson Fachin.
Segundo a PGR, nos anos de 2010 e 2014, o senador recebeu, em razão de seu cargo, vantagem indevida no montante de R$ 1.333.333,00, entregues mediante diversas doações efetivadas por Jorge Gerdau Johannpeter ao Diretório Nacional e ao Diretório Estadual de Roraima do PMDB, visando garantir sua atuação parlamentar em prol de interesses do Grupo empresarial Gerdau.
“A denúncia afirma que Jorge Gerdau Johannpeter entregou a vantagem indevida ao referido Senador sob a forma de doações eleitorais disfarçadas, para sua campanha ao Senado em 2010 e para a campanha de seu filho Rodrigo de Holanda Menezes Jucá para o cargo de Vice-Governador de Roraima em 2014, no montante de R$ 1.333.333,00, entregues aos Diretórios do PMDB, em diversas operações fracionadas, de forma a ocultar e dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação e propriedade de valores provenientes, direta ou indiretamente, de prática de crime contra a administração pública”, diz Raquel Dodge.
Ainda segundo Dodge, Romero Jucá, em contrapartida, na condição de Senador, “violou dever funcional, intermediando e votando em favor de medidas provisórias de interesses do grupo Gerdau, em especial na tramitação da Medida Provisória nº 627/2013, da qual foi o relator-revisor no âmbito do Senado Federal”.
As infrações penais atribuídas a Romero Jucá e a Jorge Gerdau Johannpeter foram reveladas no âmbito da “Operação Zelotes”, que tinha como foco inicial a investigação de esquema de compra de decisões no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), de modo a influenciar o Órgão a reduzir ou anular multas fiscais aplicadas a empresas, bancos, montadoras e empreiteiras.
A defesa de Jucá, na resposta à denúncia, afirmou que ela era “inepta” por não descrever de maneira clara e individualizada as condutas descritas como crime de corrupção passiva e delito de lavagem de capitais, e apontou falta de justa causa para tornar o senador réu. Dodge discordou.
“Ao contrário do alegado pela defesa, a denúncia expõe os fatos imputados, com todas as suas circunstâncias, inclusive com a indicação dos respectivos atos de ofício praticados pelo Senador, a qualificação dos denunciados e a classificação dos crimes. A narrativa contida na denúncia permite a compreensão das imputações e o exercício da ampla defesa, atendendo rigorosamente ao que dispõe o art, 41 do Código de Processo Penal”, disse Raquel Dodge, sustentando a denúncia de Janot.
“Há indícios suficientes de que o Senador Romero Jucá recebeu financiamento, nas eleições de 2010, do codenunciado, membro do Grupo Gerdau e, que tal financiamento vincula-se a tratativas para atender Jorge Gerdau Johannpeter, para, prevalecendo-se de sua função de Relator-Revisor da MP nº 627/2013 e de Líder do Governo do Senado, agir como canal de comunicação e envio de proposições da empresa diretamente ao setor estratégico do Governo responsável pela análise de questões fiscais, como de fato o fez no início do ano de 2014, levando extemporânea minuta de emenda à MP nº 627/2013”, disse Dodge.
Quando foi denunciado, Jucá disse não ter qualquer temor. “Deixa eu falar uma coisa pra vocês. Eu estou muito tranquilo contra qualquer denúncia e não tenho nenhum temor”, respondeu Jucá, em agosto.
O inquérito tramitava no âmbito da Operação Zelotes, sob relatoria de Ricardo Lewandowski, mas foi redistribuído a Edson Fachin após Lewandowski afirmar que não via conexão com esta operação. A presidente da Corte, Cármen Lúcia, determinou redistribuição para Fachin afirmando que havia relação com o inquérito em que a PGR denunciou suposta organização criminosa formada pela cúpula do PMDB do Senado, incluindo Jucá.

TODO MUNDO ROUBAVA NO GOVERNO DO CABRAL

Bretas condena ex-assessor de Cabral e empresário por lavagem de dinheiro


A Justiça Federal no Rio de Janeiro condenou Carlos Bezerra, ex-assessor do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB), a quatro anos de prisão e ao pagamento de 200 dias-multa por lavagem de dinheiro no esquema de corrupção liderado por Cabral. Cabe recurso da sentença, emitida nesta terça-feira, 31, pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio.
Na mesma decisão, o empresário e delator John O’Donnel, dono do curso de inglês Brasas, foi condenado a um ano de prisão por também participar do esquema de lavagem de dinheiro para Cabral. Segundo o juiz, por meio de sua firma, entre maio de 2011 e outubro de 2015 Bezerra transferiu R$ 1,19 milhão à empresa de O’Donnel em troca de notas frias, que tornava o dinheiro aparentemente lícito.
A pena de O’Donnel foi substituída por serviços comunitários. Ele está obrigado a administrar um programa de 200 bolsas integrais de dois semestres letivos completos de aulas de inglês nas franquias do curso Brasas, além de pagar multa de R$ 1,25 milhão.
A mulher de Bezerra, Claudia Bezerra, que também era ré no processo, foi absolvida.