terça-feira, 27 de março de 2018

A POLÊMICA EGIPCIENSE

Uma polêmica gerada na visita do Ministro Mendonça Filho se criou com as palavras do Prefeito Evandro Valadares, que deixou transparecer de que "ele teria conseguido a FVP para São José do Egito". Pura falácia do Prefeito que em momento algum "aluiu uma palha sequer" para que a Faculdade Vale do Pajeú chegasse atender a demanda estudantil em cursos superiores. O que tentou transpor o Prefeito da Terra da Poesia foi uma imaginável justificativa frustada em razão de não ter conseguido cumprir, até então, com a promessa de campanha de instalar no município uma Faculdade.
O Ministro Mendonça Filho, justificou, inclusive, de que a Faculdade Vale do Pajeú é um empreendimento particular, tendo a frente o Sócio Majoritário Diretor Dr. Cleonildo Lopes, ou simplesmente Painha que a seu punho e custo, implantou todo o Projeto Físico (já em funcionamento) e aguarda apenas alguns trâmites para iniciar a funcionalidade de cursos.
Numa conversa com o Dr. Cleonildo Painha, que pagou mais de oito mil reais de Alvará, mais de sete mil para o habite-se à Prefeitura Municipal de São José do Egito, reconhece este de que a "polêmica é gratuita em razão de que toda a região sabe que o investimento é nosso. É um sonho que vira realidade e eu penso no povo da minha Terra acima de tudo. Na composição de uma sociedade justa, onde o poder público seja compartilhado com o povo e não apenas com alguns, onde a humildade seja regada todo dia para que nossos corações não carregue o ódio e sim, a virtude, a decência e o amor ao próximo. Esse debate é apequenado e não me cabe", disse ele.
Num levantamento de matérias que circularam no blog do Marcelo Patriota, constata-se de que em nenhum momento a Prefeitura de São José do Egito auxiliou, desde o início, com qualquer ação na construção da Faculdade Vale do Pajeú - FVP.
Enquanto a Prefeitura de São José do Egito não se mexeu, até o momento, sobre contribuir, por exemplo, com alguma dispensa de taxas, a Prefeitura de Santa Terezinha, Zé Marcos e tantos outros amigos do empreendedor Cleonildo Lopes enviaram máquinas e caçambas para a terraplanagem.
O Dr. Cleonildo Painha, conhecido como uma pessoa "educada, pacata, escuta mais do que fala, cumprimenta a todos, realizado financeiramente e sem nenhuma ação contra si ou qualquer coisa que desabone a sua conduta, não retrucou o que disse Evandro Valadares por questões de educação e em respeito aos convidados e do Evento", me informou um admirador e amigo de Painha.
Afinal, porquê Evandro deixou transparecer de que a Faculdade Vale do Pajeú - FVP teria sido conseguida por ele, se o próprio tem pleno e geral conhecimento do investimento efetuado pelo Dr. Cleonildo Painha? Teria sido sua baixa popularidade? Teria sido a falta de ações que dê visão ao seu governo, morno e sem nenhuma transparência?
Não se sabe o certo, consequentemente, um dia o tempo dirá?  

O SUPER SALÁRIO DA PRESIDENTE DA CÂMARA DE VEREADORES DE ARCOVERDE

Espaço do Internauta (Copiado do Blog do Júnior Finfa)

A VEREADORA CELIA CARDOSO AUMENTOU SUA GRATIFICAÇÃO DE PRESIDENTE PARA 100%, PASSA A RECEBER R$ 20.040,00 POR MÊS.
Os absurdos da Câmara não se resumem apenas a uma reforma atrasada e que não acaba nunca, onde somada chegam a quase meio milhão de reais, nem no aumento às escondidas dos salário dos cargos comissionados de R$ 1.650,00 para R$ 3.600,00.
Mais um feito da nobre Presidente Célia Cardoso, foi aumentar, na calada da noite e sem obedecer aos princípios da publicidade e transparência, seu vencimento de presidente para 100%. Pasmem, somado ao salário a humilde vereadora recebe MENSALMENTE R$ 20.040,00.
Enquanto a Prefeita recebe cerca de R$ 15.000,00, tendo em vista a vigência do decreto de contenção de despesas, a presidente da Câmara recebe muito mais que a Prefeita.
O Brasil exige dos políticos uma conduta convergente para contenção de gastos e redução dos altos salários. Enquanto a Prefeita mantém um decreto que reduziu o seu próprio salário e do vice em 15% e de todos os demais cargos comissionados em 12%, a presidente CÉLIA aumenta a sua gratificação de presidente em 100%. NÃO PODEMOS NOS CALAR DIANTE DISSO.
Segue a lei abaixo que concedeu o aumento. O projeto é de iniciativa exclusiva da Câmara, tendo o aumento atendido a interesse de causa própria da presidente. Apesar de um ato legal, É IMORAL. Ocorreu a sanção da Prefeita porque esta não pode alterar a aprovação pela Câmara.
Desafio a presidente a mostrar o vídeo da leitura do projeto e a discussão pelos Vereadores de tal aumento. Não vai conseguir porque fui tudo caladinho da Silva.
Tenho moral para falar disso porque, quando presidente, por cerca de 3 anos, nunca permiti esse aumento na minha própria gratificação de 100%, quando poderia fazer. Sempre achei isso IMORAL.
A presidente quando foi candidata ao presente cargo, em 2016, apresentou projeto reduzindo a verba de representação, mas logo ao se elegeu aumentou 100%. Os vereadores lembram disso?
A vereadora que se intitula de tão boazinha, humana e caridosa, deveria destinar esse supérfluo para as instituições de caridade em Arcoverde. Sabe-se que além desse aumento de 100%, a presidente já tem livre o uso de celular, veículo, assessores, congressos, diárias e muito mais.
É UM SUPER SALÁRIO. NÃO É TODO MUNDO QUE RECEBE MAIS DE 20 MIL REAIS MENSALMENTE NÃO. VAMOS FAZER UM MOVIMENTO PARA REDUZIR ESSE MEGA SALÁRIO.
FALA PRESIDENTE !!!!
Por: Luciano Pacheco

MY GOD! COMO SOMOS POBRES POLITICAMENTE

Ciro, Alckmin e Marina medem forças para evitar Bolsonaro e novo outsider (EL PAIS)

Pré-candidatos à Presidência disputam o segundo lugar em um cenário sem o ex-presidente Lula e tentam driblar o apresentador Luciano Huck.

Embora o PT insista em manter o ex-presidente Lula como pré-candidato à presidência, o petista está cada vez mais longe da disputa, depois de condenado em segunda instância pelo TRF4. E sem seu nome entre os pré-candidatos, o cenário eleitoral fica ainda mais incerto. Segundo a última pesquisa Datafolha, disputam o segundo lugar a ex-senadora Marina Silva (Rede), o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) e o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT). Todos, atrás de Jair Bolsonaro (PSC), que lidera o pleito sem o ex-presidente petista no páreo.
Embolados, os três pré-candidatos terão que correr para passar na frente não somente um do outro, como de dois outros potenciais grandes adversários: o surgimento de um outsider, que pode se materializar na figura do apresentador Luciano Huck, por enquanto sem partido, e a rejeição da população à classe política. Sem Lula, até um terço dos brasileiros dispensa qualquer outro candidato e prefere anular ou votar em branco, aponta a mesma pesquisa.
A briga é grande não só pela herança de votos de Lula mas também diante de um eleitorado cada vez mais refratário aos nomes da política atual. Pesquisa feita pelo instituto Locomotiva revela que 93% da população acha que é preciso formar novas lideranças políticas para mudar o país e 96% dizem não se sentir representada por nenhum político em exercício. Neste aspecto, tem razão Marina Silva quando diz que “o adversário mais forte é o descrédito que a população está colocando na política”, em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, na última segunda-feira.
Neste vácuo político, cada um dos três pré-candidatos elegem suas estratégias para sair na frente. Marina Silva adota o discurso da coerência, afirmando incansavelmente que é "a mesma desde 2010”, lembrando que não está envolvida em nenhum caso de corrupção e evitando apontar o dedo para possíveis adversários. Defende que a justiça seja feita “para todos”, mas que Lula tem o direito de recorrer a todas as instâncias com recursos que lhe são permitidos. E se diz a candidata que combaterá o ódio "com amor". Coincidência ou não, na sequência em que a pesquisa Datafolha foi publicada, a ambientalista deu início a uma maratona de entrevistas a jornalistas. Marina não esconde sua contrariedade ao desenrolar do debate sobre a reforma da Previdência durante o Governo Temer, que, segundo ela “fala somente com os empregadores, e não com os trabalhadores”. 
Nesse mesmo sentido, Ciro Gomes também faz críticas diretas à reforma de Temer, e ao crescente desemprego. Tanto Ciro como Marina têm pela frente o trabalho contra o 'estigma' que os persegue em suas campanhas políticas. . Ciro, por um supostamente ter um gênio intempestivo, enquanto a pré-candidata da Rede é tida como indecisa e com viés conservador, sempre a raiz de sua religião, evangélica, que poderia contaminar seu governo, na visão de quem a teme. “ Não imagino que depois de tanta luta para que tivéssemos um estado laico, iríamos reeditar a ideia de um Estado teocrático”, disse Marina à jornalista Carla Jiménez, do EL PAÍS. “Fui militante das causas ambientais, da educação, de direitos humanos, causa indígenas ”, lembrou. Seu desafio, no entanto, é fazer chegar essa mensagem para além dos 20 milhões de eleitores que ela conquistou na última eleição. Com pouco tempo de TV e um fundo partidário de 280.000 reais, a Rede agora conversa com os mesmos partidos da coligação que a acompanhou em 2014 para compor o programa.
Ciro Gomes, por sua vez, refuta as críticas a seu estilo pessoal e cerca-se de cuidados para evitar embates com lulistas. Para alguns analistas, ele é quem mais tem poder para se beneficiar da ausência de Lula no Nordeste, região que tem a maior preferência do petista (60%). Em um cenário sem o ex-presidente Ciro pode crescer na região onde já foi governador, e teria chances reais de herdar votos de Lula. Apoiadores do pedetista têm trabalhado para divulgar vídeos com as falas de Bolsonaro em relação a mulheres e às minorias para apontar seu perfil mais agressivo.
Já Geraldo Alckmin pode se beneficiar por ser o único, entre os três, a ter um partido maior por trás, o que lhe garante maior tempo de televisão e mais verba partidária para a campanha. Ao mesmo tempo, porém, o PSDB pode ser o maior trunfo ou o pior problema para o governador paulista. Após cotoveladas com seu afilhado político, o prefeito de São Paulo João Doria, Alckmin segue disputando espaço dentro do partido. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso acena, constantemente, para uma possível candidatura do apresentador Luciano Huck. “Seria boa para o Brasil”, disse o ex-presidente em entrevista à Jovem Pan, uma das rádios mais populares do país, apontando uma manobra que ainda se tenta decifrar.
Fora do ninho tucano, Alckmin ainda tem outra batalha, a das alianças. Seu vice, Marcio França (PSB), já anunciou que será candidato no âmbito estadual. o que pode colocar em xeque a união dos dois partidos na campanha majoritária. Sem alianças fortes, o precioso tempo na TV fica mais curto.  Por isso, PSDB e o MDB, de Michel Temer, estão flertando. Neste caso, o apoio do MDB pode ser bem-vindo, por garantir o maior tempo na televisão de toda a campanha, e uma fatia mais encorpada do fundo partidário. Mas pode ser também um tiro no pé, já que 87% dos brasileiros não votariam em um candidato a presidente apoiado por Temer, segundo o Datafolha.
Além disso, para uma aliança entre PSDB e o MDB, o partido do presidente da República teria de abrir mão de seus possíveis candidatos: o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, ou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e até mesmo o próprio Temer, que vem confessando seu desejo de entrar na disputa.
Enquanto as peças se movem lentamente, Alckmin usa as redes sociais para promover seu governo e se dizer "preparado para o Brasil". Mas, assim como seus adversários, o governador evita debater propostas concretas por enquanto.
Para André Torretta, marqueteiro político da Cambridge Analytica Ponte, vai sair na frente justamente o candidato que tratar de temas palpáveis para o eleitor. “Ninguém está falando de segurança pública e desemprego”, diz. “O projeto dos partidos para diminuir o desemprego qual é? Para melhorar a segurança do país, qual é?”. Na opinião de Torretta, por enquanto, apenas Lula está falando com a população. “Enquanto a direita discute se o Estado é pequeno ou grande, o outro [Lula] está viajando e abraçando a população”. Ele se refere às caravanas realizadas pelo petista desde o ano passado.
De acordo com Torretta, a quantidade de pré-candidatos ainda não está definida, embora os partidos cravem que todos estão na jogada. “É preciso ver quanto tem de verba de fundo partidário para todos esses partidos e ver se haverá dinheiro para uma campanha nacional”, diz Torretta. “Aí sim será possível saber se haverá essa quantidade toda de candidatos”.
Nem mesmo a retirada da candidatura de Luciano Huck pode ser vista como certa. Ainda que o global tenha afirmado, no fim do ano, que estava fora da disputa, o EL PAÍS apurou que, mesmo após sua retirada do tabuleiro, ele segue monitorando as pesquisas e acompanha de perto as movimentações na corrida eleitoral.
Enquanto as peças deste xadrez ainda não se posicionam de uma maneira clara, o relógio corre para o cenário econômico. A Moody’s, agência de classificação de risco, emitiu um comunicado na semana passada afirmando que as próximas eleições na América Latina “apresentam riscos para as reformas fiscais e estruturais na região”. Isso porque, segundo a agência, “os novos governantes podem estar menos interessados em prosseguir com os programas ambiciosos de reformas, após vários anos de crescimento fraco”. Ainda que o compromisso seja mantido, segue a Moody’s, a implementação dessas reformas pode ser dificultada pela falta de apoio político. Algo que o presidente e, quem sabe, pré-candidato, Michel Temer está vivendo na pele com a reforma da Previdência.

TEMER QUE DISSE NÃO SER CANDIDATO, AGORA O É DE VERDADE (MY GOD)

Em três dias, Temer lança a si mesmo e a Meirelles para a sucessão no Planalto (Fonte: EL PAIS)

Movimentos pretendem testar a aprovação do MDB e dar espaço a ministro da Fazenda para tentar se viabilizar.

Um Governo impopular, dois candidatos que não atingem os 2% de preferência do eleitorado e a eleição presidencial mais indefinida em décadas. Foi neste quadro que a gestão Michel Temer (MDB) decidiu agir nos últimos dias para despejar mais espuma no panorama e testar sua força eleitoral, ancorada no comando da máquina e no tempo de TV de seu partido e embaralhando uma campanha ainda mais sui generis após a confirmação da condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em segunda instância que pode deixá-lo fora da corrida.
Quem capitaneia o processo nas hostes governistas é o próprio Temer. Na sexta-feira, ele confirmou à revista IstoÉque pretende se candidatar à reeleição para defender seu legado e sua honra pessoal. “Seria uma covardia não ser candidato”. Na segunda-feira, anunciou ao Estadão que seu ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD) vai se desligar da pasta e de seu partido para tentar viabilizar seu nome ao Planalto. “Já era a intenção dele. Acertamos nesses últimos dias”, afirmou o presidente.
Em entrevista coletiva em Porto Alegre, Meirelles disse que sua decisão sobre a candidatura sai até o início da próxima semana. Para embasá-la, contratou uma série de pesquisas qualitativas que mostrem o que o eleitor brasileiro espera de um presidente. Além disso, espera as conversas com sua atual legenda e com o MDB. “O PSD tem outro projeto. Não acredito que o PSD vá ter um candidato próprio a presidente”.
No MDB, conforme o EL PAÍS apurou, Temer é a aposta principal. Meirelles é o plano B ou um nome para compor a chapa – algo que ele já declarou não estar tão apto. “Já fui chamado para ser vice duas vezes. Não aceitei”, ponderou o ministro. Ambos terão ao seu favor a máquina governamental: nomeação de nomes para cargos-chave da administração pública e a liberação de recursos para determinados grupos em ano eleitoral são uma das principais armas dos governantes que tentam se reeleger ou eleger os seus sucessores.
O que pesa contra o presidente são sua impopularidade recorde (60% o rejeitam, conforme o Datafolha) e os três processos criminais que tramitam contra ele: duas denúncias engavetadas pela Câmara, mas que ainda devem ser analisadas após ele perder o foro privilegiado, e uma apuração relacionada ao decreto dos Portos que pode desaguar em uma terceira denúncia em pleno ano eleitoral. Já contra Meirelles estão a falta de carisma, o desconhecimento da população e um partido que esteja completamente empenhado em defendê-lo - a favor, o apoio de parte do alto empresariado, do mercado financeiro e, por enquanto, a baixa rejeição ao seu nome, que é de 19%.
Dentro do MDB há quem julgue que Meirelles não conseguiria agradar todas as alas. Temer, que por anos foi o presidente do partido, tem certa vantagem em relação ao seu ministro porque em Estados onde havia alguma divergência, ele agiu para trocar o comando, aumentando o apoio ao seu nome. Foi o caso de Pernambuco, em que destituiu o grupo vinculado ao deputado Jarbas Vasconcellos, e do Paraná, onde tenta enfraquecer o comando do senador Roberto Requião, uma das vozes opositoras de Temer no Congresso Nacional.

Quem é o mais apto para unir a centro-direita?

O principal desafio de qualquer nome do MDB é o de manter os seus partidos aliados próximos a si. Vários já deixaram ou estão em vias de abandonar o Governo Temer. Seus principais adversários nessa busca por aliados são Geraldo Alckmin (PSDB) e Rodrigo Maia (DEM), que disputam com o MDB o título de vetor mais apto para unir a centro-direita. O partido de Alckmin já entregou seus cargos e tenta atrair o apoio de outro governista, o PSD de Meirelles e Gilberto Kassab (ministro das Ciências e da Comunicação). Já a legenda de Maia tem um leque mais amplo de apoiadores. O DEM negocia com os governistas PR, PP, PPS e PRB. Este último em negociação com o deputado de extrema direita e segundo colocado nas pesquisas, Jair Bolsonaro (PSL). Um dos indicadores de como caminharão os partidos será a reforma ministerial que Temer concluirá até o dia 7 de abril.
Até o momento, a falta de um cenário tão claro na disputa eleitoral tem ocasionado uma disseminação de candidaturas. Além de Maia, que tem percorrido o país com recursos da Presidência Câmara para tentar viabilizar o seu nome, outros azarões lançam seus nomes ao público. É o caso de Paulo Rabello de Castro (PSC), atual presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As demais candidaturas ou são de políticos sem vinculação direta com Temer – como João Amoêdo (NOVO), Fernando Collor (PTC) e Álvaro Dias (Podemos) – ou transitam no campo da esquerda e dificilmente impactarão nos movimentos feitos pelos candidatos governistas. Neste grupo estão Marina Silva (REDE), Ciro Gomes (PDT), Guilherme Boulos (PSOL), Manuela D’ávila (PCdoB) e o ex-presidente Lula.

Substituto terá que frear gastos eleitoreiros

A já esperada saída de Henrique Meirelles do ministério da Fazenda não deve, a princípio, impactar a agenda econômica da pasta até o fim do ano. Segundo especialistas ouvidos pelo EL PAÍS, já havia uma expectativa muito grande de que ele iria concorrer nestas eleições e o grosso da gestão Meirelles foi realizado no ano que passou. "Ninguém tinha expectativa de novas aprovações. A grande promessa da Reforma da Previdência já tinha perdido fôlego no fim de 2017. O certo é que Brasília está agora apenas ancorada na questão da corrida eleitoral", explica Sérgio Rodrigo Vale, economista da MB Associados. Ainda segundo Vale, o desafio para o substituto de Meirelles será impedir que as pretensões eleitorais do presidente Temer gerem gastos extras. "Se o novo ministro da pasta conseguir segurar isso, já está de bom tamanho".
Meirelles sugeriu ao presidente Temer os nomes dos secretários da Fazenda Mansueto de Almeida (Acompanhamento Fiscal) e Eduardo Guardia (Secretaria Executiva) para substituí-lo no cargo. A visão do ministro é de que manter a continuidade na equipe é a melhor opção para evitar qualquer complicação na reta final do mandato de Temer. O presidente, no entanto, ainda não tem uma posição fechada sobre o tema. "Meirelles sairá da pasta deixando como opção duas pessoas com condutas bem similares a deles. Seria preocupante se ele estivesse saindo em algum momento polêmico", afirma Camila Abdelmalack, economista da Capital Markets.
Na avaliação de Pablo Spyer, da corretora Mirae Asset, Meirelles foi um dos pilares para a sobrevivência do Governo Temer e sua saída, ainda que já aguardada, pode gerar um ruído para os investidores estrangeiros. "Ele é extremamente competente para o cargo e dava credibilidade internacional à equipe econômica brasileira. Meirelles trazia muita tranquilidade aos investidores e agora perdemos isso", explica.
Queridinho do mercado financeiro, Meirelles se despede do ministério com algumas conquistas econômicas, mas uma recuperação até agora tida como lenta demais para conseguir impulsionar uma candidatura governista. Na visão do próprio ministro, a maior delas é ter tirado o Brasil da maior recessão das últimas décadas. A equipe liderada por ele também deixa uma inflação bem abaixo da meta, juros em queda, e uma incipiente melhora na taxa de desemprego no país. Ainda que não tenha conseguido passar as polêmicas mudanças nas regras da Previdência, ele foi ovacionado pelo mercado e por empresários por ter apoiado a reforma trabalhista. Meirelles também deixa um legado junto ao Governo Temer que poderá ser sentido a longo prazo: a regra do teto dos gastos.
Nada desta lista de conquistas, no entanto, garante popularidade ao futuro candidato a vice ou à presidência. "Meirelles terá que fazer um esforço maiúsculo para tentar convencer o eleitorado que ele é a pessoa certa para o país não pela parte econômica, mas pela social. O que não é um discurso dele", explica Vale. Em sua caminhada eleitoral, também não o ajuda o fato de ter sido ministro de um Governo extremamente impopular. Em uma eleição que será marcada por uma grande quantidade de nomes - muitos deles que apavoram o setor financeiro - o que se pode esperar é um segundo semestre tumultuado e marcado por um mercado volátil.

UM PERNAMBUCANO FALANDO A VERDADE

Cristovam Buarque diz que avalia deixar a vida pública(FONTE: ESTADÃO)

O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) avalia deixar a vida pública. O parlamentar tinha intenção de sair candidato ao Planalto nas próximas eleições, mas foi preterido no seu partido por uma aliança com o PSDB, cujo pré-candidato é o governador paulista Geraldo Alckmin.
Em entrevista ao Estadão/Broadcast, Cristovam, que já foi governador do Distrito Federal, ministro da Educação e candidato à Presidência, disse que pode também tentar a reeleição. Ele termina em 2018 seu segundo mandato no Senado, mas adverte que o País caminha para uma eleição “irracional” e que há outras formas de fazer política, fora dos cargos eletivos.
Ele faz críticas a Geraldo Alckmin, com quem o partido começou conversas para uma coligação. “Eu temo que o Alckmin tenha uma visão muito paulista do Brasil”, diz. Além disso, o senador afirma que a intenção do presidente Michel Temer em ser candidato à reeleição é uma “irresponsabilidade” com o País. “A partir de agora, o Temer é meio presidente porque a outra metade é candidato.”
Para Cristovam, o risco na eleição deste ano é que Ciro Gomes (PDT) e Jair Bolsonaro (PSL), chamados por ele de “extremos”, estejam no segundo turno.
Cristovam Buarque: Eu tentei ser candidato a presidente pelo PPS, mas o presidente Roberto Freire não quer ter candidato próprio. Ontem, no congresso nacional do partido, foi aprovada uma indicação de diálogo com o Alckmin para tentar uma candidatura de centro que evite os extremos chegarem ao segundo turno, no caso o Ciro e o Bolsonaro. Mas o PPS não quer apoiar o Alckmin se ele não demonstrar que o seu programa, além de ser centro, traz esperanças novas para o Brasil. Qual é a proposta dele para a educação nacional? Eu pessoalmente temo que o Alckmin tenha uma visão muito paulista do Brasil.
Estadão/Broadcast: O que significa isso?
Cristovam: A insistência dele que a educação é uma questão municipal, e não nacional, é porque em São Paulo os municípios são ricos. No Brasil, se deixarmos nas mãos dos municípios, a educação vai continuar paupérrima. Nesse diálogo com o Alckmin, precisamos ver até que ponto ele se decide a nacionalizar a questão da educação.
Estadão/Broadcast: Quando o partido deixou claro para o senhor que não lançaria sua pré-candidatura?
Cristovam: O presidente não falou para mim, mas negociou alternativas. Tentou o Luciano Huck, que não deu certo, e aí canalizou-se para o Alckmin. Desde o começo, a ideia era ter uma candidatura própria, e o congresso aprovou a ideia de diálogo com o Alckmin sem ao menos discutir candidatura própria. Seria bom o partido ter um candidato, levar as suas ideias para o povo. Roberto Freire teme que se pulverizem muitas candidaturas e os extremos chegarem ao segundo turno, no caso Ciro e Bolsonaro.
Estadão/Broadcast: Ciro e Bolsonaro são os extremos? E o PT?
Cristovam: Não vejo o PT com chance a não ser o Lula. Eu pessoalmente acho que a chapa será Ciro com o PT. Para mim será uma surpresa o PT sair com candidato próprio não sendo o Lula. Quando o Ciro foi para o PDT, acho que havia um acordo: se o Lula for candidato, o Ciro é o vice; se o Lula não for candidato, o PT indica o vice. O que me preocupa não é que sejam extremos, é que são extremos atrasados. Bolsonaro tem a nostalgia da ditadura. O Ciro e o PT têm a nostalgia da economia dos anos 1950, não perceberam ainda que a globalização limita as possibilidades da economia nacional se não for integrada. Eles não perceberam que a justiça social se faz com aquilo que a economia cria, e por isso a economia precisa ser eficiente
Estadão/Broadcast: O senhor votou pelo impeachment de Dilma Rousseff. Como avalia a intenção do presidente Michel Temer de concorrer à reeleição?
Cristovam: Eu acho uma inconsequência com o Brasil porque isso vai jogar a economia em uma crise profunda, ainda mais que o Meirelles sai do Ministério da Fazenda para ser candidato também. A economia vai ficar entregue ao deus-dará. Ele vai ser candidato contra o presidente da Câmara [Rodrigo Maia-DEM], que é quem vota os projetos para a economia funcionar bem. E nem falo do ponto de vista que ele [Temer] não tem a menor chance. Ao ser candidato à reeleição, ele já não é tão presidente. A partir de agora, o Temer é meio presidente porque a outra metade é candidato. É uma inconsequência total, uma irresponsabilidade com o País.
Estadão/Broadcast: O senhor então vai tentar o Senado novamente?
Cristovam: Se eu for candidato, é ao Senado. Mas hoje eu estou refletindo se neste quadro que está aí se justifica ou não ser candidato. Por um lado, não ser candidato neste clima, sobretudo nos próximos quatro anos, pode ser entendido como um descuido com o País, que precisa de quadros com experiência. Por outro lado, tenho dúvidas se vamos ser capazes de pôr racionalidade no processo da campanha e no processo político depois. A política ficou muito irracional.
Estadão/Broadcast: O senhor vai deixar de concorrer a cargos públicos?
Cristovam: Tem muitas maneiras de fazer política. Você não cumpre um papel social só no Congresso, tem muitas maneiras, como escritor, como conferencista. Eu estou refletindo ainda.

A PASADENA E O PREJUÍZO

PF aponta propina de US$ 15 milhões na refinaria de Pasadena

 BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Dois laudos inéditos realizados por peritos criminais da Polícia Federal na Lava Jato confirmaram pagamento de propina de US$ 15 milhões a agentes públicos em torno da aquisição, pela Petrobras, da refinaria de Pasadena, nos EUA. O negócio ocorreu em 2005, durante o primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em duas prestações no valor total de US$ 1,179 bilhão.
Os peritos apontam a necessidade da quebra dos sigilos bancário e fiscal de diversas pessoas que participaram da tomada de decisão para a compra da refinaria, como a ex-presidente Dilma Rousseff, então ministra de Minas e Energia e presidente do Conselho de Administração da Petrobras, e os conselheiros Antonio Palocci e Sérgio Gabrielli, ex-presidente da petroleira. 
O objetivo é "prosseguir as análises e verificar a extensão das responsabilidades e/ou benefícios indevidamente obtidos ou eventualmente prometidos". Com os dados até aqui obtidos pela perícia, nenhum dos conselheiros foi acusado de receber propina. Segundo o laudo, eles "não agiram com o zelo necessário à análise da operação colocada sob sua responsabilidade".
De acordo com a perícia, de 270 páginas, feita pelo Setec (Setor Técnico-Científico) da PF do Paraná e anexada na semana passada a um inquérito da Lava Jato, a compra teve um ágio de US$ 741 milhões, "cerca de 783% acima do valor de avaliação dos ativos nas condições em que se encontrava" a refinaria. 
Desse valor, segundo a PF, no máximo US$ 324 milhões "teriam algum fundamento econômico, pois estavam lastreados em documentos de avaliação".
PROPINA A perícia apontou que o dinheiro da propina, extraído dos recursos destinados pela Petrobras à vendedora Astra, foi transferido de uma conta na Suíça para a Iberbrás, offshore operada pelo empresário Gregorio Marin Preciado no banco La Caixa, na Espanha. Preciado é casado com uma prima do senador José Serra e ajudou em campanhas eleitorais do PSDB.
De lá os valores seguiram para outras contas, incluindo US$ 7,5 milhões para o operador Fernando Soares, o Baiano, que depois se tornaria delator na Lava Jato.
Segundo a investigação da força-tarefa da operação, o dinheiro também beneficiou funcionários da Petrobras como Luis Carlos Moreira da Silva, ex-gerente executivo de desenvolvimento de negócios da Petrobras, e Rafael Mauro Comino, ex-gerente de mercado e coordenador da negociação para aquisição da refinaria a partir de setembro de 2005, além do ex-funcionário Cezar de Souza Tavares.
Segundo a perícia, além da "triangulação dos recursos" foram "encontradas transações financeiras entre os investigados [e] inconsistências em dados patrimoniais e financeiros". A quebra do sigilo apontou que empregados da Petrobras receberam em suas contas bancárias diversos depósitos sem origem, em espécie, em valores fracionados que oscilaram de R$ 6 mil a R$ 10 mil, na época da negociação da refinaria. Só Silva recebeu R$ 444 mil dessa forma.
Logo depois, Silva e Comino deixaram a Petrobras e passaram a receber valores expressivos de uma empresa de consultoria criada por Cezar Tavares. A microempresa teve uma receita de mais de R$ 131 milhões em cerca de 12 anos de funcionamento.
O patrimônio declarado de Silva saiu de R$ 438 mil, em dezembro de 2005, para R$ 12 milhões no final de 2013. Num espaço de 11 anos, Silva declarou R$ 27 milhões em rendimentos, dos quais R$ 18 milhões vieram da Cezar Tavares Consultores. Comino recebeu outros R$ 17 milhões da mesma firma de consultoria da qual era sócio.
Segundo a perícia, Silva e Comino "participaram de forma decisiva, seja por ação ou por omissão, de todas as irregularidades perpetradas no processo de aquisição dos primeiros 50% dos ativos" da refinaria de Pasadena.
Outro funcionário da Petrobras, Agosthilde Mônaco de Carvalho, se tornou colaborador da Lava Jato. Ele confirmou a propina de US$ 15 milhões "a título de comissão", dos quais ficou com US$ 2,6 milhões. Parte do dinheiro, segundo ele, foi recebida no escritório de Silva.
No último dia 15, o juiz Sérgio Moro acolheu a denúncia contra empresários e funcionários da Petrobras, incluindo Preciado, Silva, Comino e Tavares.
OUTRO LADO
A Petrobras afirmou que é "vítima dos crimes em questão" apurados na compra da refinaria e que "seguirá adotando as medidas necessárias para obter a devida reparação dos danos que lhe foram causados, assim como vem fazendo nos demais casos". A empresa disse que abriu comissão interna para apurar "as possíveis irregularidades na compra da refinaria" e que o relatório final foi enviado "às autoridades competentes".
Sérgio Gabrielli disse que não foi notificado judicialmente sobre a perícia e que, por isso, não iria comentá-la. Afirmou que já teve seus sigilos quebrados em apurações anteriores "e nada de errado foi encontrado". "Eu não estou sendo acusado, em nenhum momento, em nenhuma atividade criminosa", disse.
A assessoria de Dilma Rousseff informou que ela não se manifestaria sobre a sugestão para a quebra de seus sigilos.
O advogado de Luis Carlos Moreira da Silva em outra ação disse ainda não havia tomado conhecimento da perícia. Gregorio Preciado, Rafael Comino e Cezar Tavares não foram localizados

segunda-feira, 26 de março de 2018

E AGORA?

TRF4  nega recurso de Lula, que aguarda agora julgamento no STF


Por unanimidade mais uma vez, os desembargadores do tribunal rejeitaram os embargos de declaração do ex-presidente
Em uma rápida decisão, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região negou os embargos de declaração do ex-presidente Lula.
O relator do caso, João Pedro Gebran Neto, afirmou que fará alguns ajustes no acórdão para corrigir citações ao grupo OAS, que é citado como OAS Empreendimentos e OAS construtora, mas rejeitou o mérito do pedido, que buscava a nulidade do processo ou a absolvição do petista. Os desembargadores Victor Laus e Leandro Paulsen acompanharam o voto de Gebran Neto.
No julgamento, os magistrados não mencionaram a prisão de Lula. Segundo a assessoria técnica do tribunal, a execução provisória da pena de 12 anos e 1 mês definida em 24 de janeiro, que permite a prisão de Lula em segunda instância, segue válida. Na quinta-feira 22, a maioria do STF aceitou analisar o habeas corpus de Lula. Os ministros não chegaram a entrar no mérito da questão e suspenderam a sessão antes do fim do julgamento. Por esse motivo, a maioria também concedeu uma liminar ao ex-presidente para impedir sua prisão antes de 4 de abril, quando a Corte voltará a se reunir para tratar do tema.