segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

"TUCANO BOM DE BICO"

O tesouro de Paulo Preto

O Ministério Público Suíço entrega as contas milionárias de Paulo Vieira de Souza, engenheiro que ISTOÉ denunciou em 2010 como o operador de José Serra

O senador tucano José Serra entrou definitivamente na alça de mira da Lava Jato. Na última semana, veio a público um compartilhamento de informações do Ministério Público da Suíça com integrantes do MP paulista sobre uma offshore panamenha, cujo beneficiário é o ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, que chegou a ter 35 milhões de francos (R$ 113 milhões) em quatro contas em bancos suíços em julho de 2016. Em dezembro, Paulo Preto, operador do PSDB revelado por ISTOÉ em 2010, foi incluído como investigado em um inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal para apurar supostos crimes cometidos por Serra, entre os quais o desvio de recursos nas obras do Rodoanel Sul, em São Paulo, para campanhas do tucano.
Em fevereiro do ano passado, depois que as autoridades suíças já haviam encontrado os R$ 113 milhões em nome de Paulo Preto, os valores foram transferidos para outra instituição financeira nas Bahamas. A movimentação, com clara intenção de driblar as investigações, fez com que a juíza federal Maria Isabel do Prado determinasse a quebra do sigilo bancário do operador do PSDB, além do bloqueio do dinheiro. A decisão foi tomada em outubro de 2017, mas só se tornou pública ao ser incluída em uma petição da defesa de Paulo Preto, que pediu, ao STF, a suspensão do acordo de cooperação jurídica internacional entre Brasil e Suíça. Se o pedido fosse aceito pelo Supremo, todas as provas colhidas pelo MP suíço perderiam a validade em processos no Brasil. Mas isso não vai acontecer, uma vez que a Lava Jato firmou acordos com mais de 100 países e nenhum foi anulado pela Justiça.
Delação da Odebrecht
O inquérito contra José Serra, que envolve Paulo Preto, foi instaurado com base nas delações premiadas de executivos da Odebrecht. Segundo pelo menos seis colaboradores da construtora, executivos da Dersa, incluindo o operador tucano, cobravam vantagens indevidas de empreiteiras e repassavam o dinheiro para campanhas eleitorais do PSDB no estado, entre elas as de José Serra. O senador e Paulo Preto negam as irregularidades. A investigação, porém, está avançando na direção do tucano.


UMA FESTA PRA TODOS


A primeira "Cavalgada dos Sertões" idealizada pelo Pe. e Poeta Brás Costa, será realizada no próximo dia 04/03/2.018 causando expectativas de que será uma festa que marcará a história das cavalgadas na região
Recepcionados na Fazenda Viladão, do Juiz aposentado Dr. João Felipe Leite (Dão de Caboclinho) e da Desembargadora, também aposentada, Dra. Maria de Lourdes Leite, onde todos almoçarão para seguirem viagem até Riacho do Meio numa cavalgada de integração e solidariedade.
Será, sem dúvidas, uma festa que relembrará o Pai do Pe. Brás Costa, Seu Antônio Cabugê, que faleceu há poucos dias de completar 100 anos de idade. 
Os quites já estão sendo vendidos e a ansiedade de todos para participarem é enorme.
Diversas atrações estarão alegrando os(as) Amazonas nesta integração festiva que marcará a Primeira Cavalgada de Tuparetama a Riacho do Meio. 

SEM ESTRUTURA, MARINA CORRE RISCO DE SUCUMBIR-SE POLITICAMENTE

O desespero de Marina Silva

Sem condições de participar dos debates eleitorais, por conta da saída de dois parlamentares da Rede, a candidata ao Planalto corre contra o relógio para reforçar a bancada

A campanha presidencial ainda engatinha, mas a pré-candidata da Rede, a ex-senadora Marina Silva, já enfrenta uma série de intempéries na tentativa de viabilizar uma candidatura competitiva. Além do pouco tempo de propaganda no rádio e na televisão, estrutura partidária frágil e menos recursos para financiar a campanha (a Rede deve receber cerca de R$ 10,7 milhões do fundo eleitoral – é apenas o 22º valor entre os 35 partidos registrados no TSE), Marina Silva agora tem outra barreira para superar: a iminente desfiliação de dois deputados federais da Rede, Alessandro Molon (RJ) e Aliel Machado (PR), o que irá deixá-la de fora dos debates eleitorais na TV.
De acordo com a nova regra aprovada no ano passado pelo Congresso durante a reforma eleitoral, o partido precisa ter ao menos cinco parlamentares para garantir a presença nos debates. Sem Molon e Aliel, a Rede ficaria com apenas três representantes: os deputados Miro Teixeira (RJ) e João Derly (RS) e o senador Randolfe Rodrigues (AP). Em entrevista ao jornal El País, Marina até tentou abafar os aspectos capazes de prejudicar sua candidatura. “Essa história de partido grande e partido pequeno, precisamos aprofundar melhor esse debate. Olha a situação em que está o Brasil. Quem foi que levou o Brasil a essa situação? Os partidos grandes! Logo, o tamanho do partido e da bancada não é sinônimo de bom governo, de boa gestão pública, ou de bom serviço prestado ao cidadão”, afirmou. Marina pode até tentar minimizar, mas o problema é concreto: sem capacidade de estrutura de campanha e sem participar dos debates, como Marina venderá suas ideias ao eleitor?
O destino de Molon e Aliel será o PSB. Eles foram convidados pelo presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira. Há meses, a relação de Molon com Marina Silva estava desgastada. Na avaliação da presidenciável, o perfil agressivo de Molon estaria ampliando a rejeição à Rede entre setores da classe média. Marina concluiu que essa faixa do eleitorado passou a identificar o partido como uma espécie de “puxadinho do PT”, o que acabou por respingar em sua imagem e, consequentemente, na candidatura à Presidência. Um dos fatores que levaram os eleitores a vincular a Rede ao PT seria, justamente, a atuação parlamentar de Molon, que foi filiado ao partido de Lula por 18 anos e só saiu em setembro de 2015. Agora, Marina busca parlamentares de perfil mais moderado para alavancar a popularidade da Rede e, assim, conseguir se consolidar como uma candidata forte ao Palácio do Planalto.
“O povo é maior que a montanha de dinheiro, o tempo de TV e o marqueteiro”  Marina Silva, pré-candidata da Rede a Presidência da República.
Com a inevitável desfiliação de Molon e Aliel, Marina deu início a uma verdadeira corrida contra o tempo para angariar mais parlamentares para o partido. Pelo menos dois políticos já têm conversas avançadas com a legenda. Se conseguir convencê-los, Marina garantirá a presença nos debates. Caso não obtenha sucesso, a Rede ficará de fora dos embates na televisão, que seriam uma grande oportunidade para Marina expor seu programa de governo, já que terá poucos segundos na propaganda eleitoral gratuita. Não à toa, a própria Marina tem conduzido reuniões com parlamentares para conseguir novas filiações.

MALUF, O MENINO TRAVESSO

Recurso de Maluf faz STF rediscutir embargos

O Supremo Tribunal Federal (STF) desarquivou a ação penal em que condenou o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) e vai discutir se devem ser julgados os embargos infringentes (um tipo de recurso) apresentados pela defesa contra a sentença da 1ª Turma.
No caso concreto de Maluf, o STF poderá definir a jurisprudência sobre se os embargos infringentes podem ser julgados nas turmas da Corte quando a condenação não for unânime. A Corte ainda não travou este debate depois que, no contexto do mensalão, levou para as turmas a competência para julgar os inquéritos e ações penais.
O STF só tem entendimento formado sobre a admissibilidade de embargos infringentes em relação a julgamentos no plenário. Em 2013, no caso do mensalão, a Corte decidiu que esse tipo de recurso pode ser admitido no plenário quando houver quatro votos divergentes.
O mesmo critério não pode ser estendido às turmas porque elas têm apenas cinco ministros – e quatro votos representariam a absolvição.
A defesa do deputado federal afastado, que está cumprindo pena em Brasília por lavagem de dinheiro, alegou em dezembro que o voto divergente do ministro Marco Aurélio Mello dá direito à análise dos embargos infringentes. O relator, ministro Edson Fachin, discordou. Ele julgou incabível o recurso e determinou a prisão do ex-prefeito de Maluf em dezembro.
A ação transitou em julgado e foi arquivada. Na quinta-feira passada, dia 22, Fachin pediu julgamento para um recurso contra sua decisão de rejeitar os embargos. O ministro Dias Toffoli pediu vista. O jornal O Estado de S. Paulo apurou que ele entende ser necessário o debate sobre o cabimento dos infringentes nas turmas.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

OS DESMANDOS DA GESTÃO DE SÃO JOSÉ DO EGITO

Num extremo da política egipciense, a Câmara Municipal de Vereadores da "Terra da Poesia" abre uma CPI - Comissão Parlamentar de Inquérito, para apurar, segundo a Ementa da mesma, desmandos administrativos praticados pela gestão do atual prefeito Evandro Valadares.
Por Requerimento do Vereador Albérico Tiago, Primeiro Secretário da Casa Legislativa, a CPI foi criada para investigar as "atrocidades" políticas de Evandro, sendo que a Composição consta dos Vereadores: Alberto de Loló - Presidente; Rona Leite - Relator e; Davi Teixeira - Membro.
Os desmandos, diz o Vereador Rona Leite, são os mais diversos possíveis. "Para se ter uma idéia, a Prefeitura dispõe de um carro 2.016, adquirido na administração de Dr. Romério Guimarães e o atual prefeito quer locar um carro por 78.000,00 por 12 meses", completa Rona, que se diz candidato a Deputado Estadual pelo PT, afirmando o mesmo que se o seu partido se coligar com o PSB, deixará a legenda "na hora". Malucão, como é conhecido o meu amigo de Casa de Estudante e que nutro por ele uma grande amizade, costuma cumprir o que diz, portanto, noticiado já está a sua posição a nível estadual.
Ainda sobre São José do Egito, diz que pagamentos atrasados, licitações duvidosas, nepotismo escancarado, diversas Ações de Improbidade Administrativa contra o gestor, negativa de informações, atestam de que "a gestão atual de Evandro Valadares deixa a desejar", fato de que, outrora foi demasiadamente elogiáveis as duas Administrações anteriores e nesta, amornadas atitudes de gestão não esquentarão as expectativas que reinou no povo, tirando de Dr. Romério Guimarães a esperança de governar São José do Egito pela segunda vez.
Demonstrando que tem fiel conhecimento sobre os atos de Evandro Valadares, mostrando documentos comprobatórios que simbolizam anomalia jurídica "apropriação indébita", carrega Rona Leite em sua 'pasta preta' uma Declaração do FUNPRESJ de que a Prefeitura, evidentemente que descontou na Folha de Pagamento dos  servidores o percentual de participação dos respectivos funcionários da Prefeitura Municipal de São José do Egito, portanto, não repassou ao FUNPRESJ - Fundo de Previdência de São José do Egito, os valores correspondente ao mês de dezembro/2.017 (325.612,73), conforme se comprova pelo documento aqui apresentado.









PCC - UMA ORGANIZAÇÃO QUE CUMPRE O CRIME

PCC não chora a morte de dois de seus líderes no Ceará

Não houve luto no banho de sol em Presidente Venceslau para Gegê do Mangue e Paca

Ministério Público cogita desvio de dinheiro para a execução dos dois

Sempre que morre um integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital), os presos batizados na facção criminosa se reúnem nos pátios das penitenciárias, logo pela manhã, na saída do banho de sol, para fazer uma oração.
Os prisioneiros fazem uma roda no centro da quadra, abaixam a cabeça em sinal de respeito ao morto, rezam o Pai Nosso e depois entoam o tradicional grito de guerra da organização criminosa: “PCC, 1533, PCC, 1533. Um por todos e todos por um. Um por todos e todos por um.”
A milhar 1533 corresponde aos números das letras da sigla da facção criminosa no alfabeto. O 15 é o P. O 3 é o C. Logo, PCC é igual a 1533.
Na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, a 620 Km da capital paulista, onde está trancafiada a liderança do PCC, o clima nesta segunda (19 de fevereiro) e terça-feira (20 de fevereiro) não era de tristeza.
Segundo o Ministério Público, não houve cantorias e ninguém orou pela intenção das almas de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca.
Os dois homens da cúpula da organização foram encontrados mortos a tiros na última sexta-feira em um assentamento indígena em Aquiraz, região metropolitana de Fortaleza (CE).
O ambiente de tranquilidade na P2 de Presidente Venceslau e a indiferença dos presos em relação às mortes de Gegê e de Paca sinalizam que ambos foram mortos a mando da própria facção.
O Ministério Público Estadual trabalha com duas linhas de investigação. Uma delas é a de que Gegê do Mangue foi executado porque teria mandado matar, sem ordem da liderança do grupo, o preso Edílson Borges Nogueira, o Birosca.
Birosca foi assassinado no dia 5 de dezembro do ano passado, durante o banho de sol na P2 de Presidente Venceslau.
A segunda linha de investigação do Ministério Público é a de que Gegê e Paca foram mortos porque estariam desviando dinheiro do PCC.
Promotores de Justiça apuraram que dinheiro realmente não era problema para os dois. Gegê do Mangue estava foragido desde fevereiro do ano passado. Paca também era procurado.
Poucos dias depois de ser solto, Gegê seria levado a júri popular por dois homicídios ocorridos em São Paulo em 2003. Ele não apareceu ao julgamento e foi condenado à revelia a 47 anos.
Gegê e Paca estavam em Fortaleza, no Ceará, com suas respectivas mulheres, filhos e outros parentes. O Ministério Público Estadual apurou que ambos levavam uma vida digna de milionário na capital cearense.
Paca, por exemplo, morava em uma mansão num condomínio de luxo, avaliada em R$ 2 milhões. Há suspeitas de que ele teria comprado o imóvel usando documentação falsa.
Gegê também morava numa casa de luxo. Nos imóveis onde as famílias de ambos viviam foram apreendidos quatro veículos avaliados em R$ 2 milhões.
A Polícia encontrou nos imóveis duas BMW modelo X6 — cada uma custa em torno de R$ 500 mil, e duas Land Rover, também no valor de R$ 600 mil cada.
Ainda segundo promotores de Justiça, Gegê e Paca ostentavam ainda com relógios e colares de ouro.
As mansões de Fortaleza eram usadas para as famílias passarem temporadas de verão e férias escolares.
No último dia 15, as famílias dos dois foragidos fretaram um ônibus e retornaram para São Paulo.
Gegê e Paca se despediram dos parentes. Eles tinham uma missão: iriam voltar para a Bolívia para retomarem os negócios do tráfico de drogas para o PCC.
Eles embarcaram em um helicóptero, o mesmo que os trouxe da Bolívia para a capital cearense.
Na aeronave também estavam o piloto e um quarto homem, até agora não identificado pela Polícia. A poucos minutos do início do voo, Gegê e Paca mandaram pelo telefone celular fotos do mar do Ceará e mensagens para suas mulheres.
De acordo com o Ministério Público, durante o trajeto o piloto simulou uma pane no helicóptero. A aeronave fez um pouso no assentamento indígena.
Todos desceram do helicóptero. O quarto homem sacou uma pistola e matou Gegê e Paca com tiros no rosto e na cabeça.
Os corpos deles foram arrastados alguns metros pela mata. Os assassinos atearam fogo nos cadáveres. Como chovia forte na região, a água apagou as chamas.
As Polícias Civil e Federal já têm o prefixo do helicóptero usado na ação. Há indícios de que a aeronave foi fretada na Bolívia.
Os agentes também têm suspeitas de quem seria o piloto. O que os policiais já sabem é que Gegê e Paca realmente foram mortos por pessoas muito próximas a eles, ou seja, a mando da própria facção criminosa.
Os corpos de Gegê e de Paca foram velados nesta terça-feira no Cemitério do Araçá, na Consolação, centro de São Paulo. O enterro foi no cemitério Redenção, na mesma região.
O traslado dos corpos foi feito de avião para São Paulo e, segundo fontes ligadas às famílias dos mortos, custou R$ 120 mi

ACABA NÃO, MOÇO!

PF cumpre mandado de prisão contra o presidente da Fecomércio em mais um desdobramento da Lava Jato no Rio
Agentes visam cumprir quatro mandados de prisão e outros de buscas e apreensão.

Polícia Federal cumpre na manhã desta sexta-feira (23), quatro mandados de prisão em um desdobramento da operação Calicute, uma das fases da Lava Jato no Rio de Janeiro. Um dos mandados de prisão que os agentes tentam cumprir é contra Orlando Diniz, presidente da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-Rio) e presidente afastado do Sesc-Rio. Os principais alvos estão relacionados à federação. Além dos mandados de prisão, há mandados de busca e apreensão.
Os envolvidos são acusados dos crimes de lavagem de dinheiro, de corrupção e pertencimento a organização criminosa.

Um dos locais onde os agentes fazem buscas é a sede do sistema Fecomércio no Rio de Janeiro, na Rua Marquês de Abrantes, no bairro do Flamengo, na Zona Sul do Rio.