OAB: arquivamento de cassação de Aécio lança dúvida sobre acordos
Para o
presidente da OAB, a determinação do presidente do Conselho de Ética do Senado
representa um "deboche da socieda.
Brasília – O presidente da Ordem
dos Advogados do Brasil (OAB),
Claudio Lamachia, criticou duramente a decisão do presidente do Conselho de
Ética do Senado, senador João Alberto (PMDB-MA), de arquivar, nesta
sexta-feira, 23, a representação que pedia a cassação do mandato do senador
afastado Aécio Neves (PSDB-MG).
Para Lamachia, essa determinação
representa um “deboche da sociedade”.
“A lamentável decisão do senador
João Alberto, presidente do Conselho, frustra as expectativas de que o
Congresso se paute pelos valores da transparência e da legalidade. O
arquivamento também lança dúvidas e especulações sobre eventuais acordos que possam
estar sendo feitos nas sombras”, diz o presidente em comunicado à imprensa.
A OAB afirmou que, no contexto
atual, era “imprescindível” que o processo tivesse curso para que o senador
mineiro pudesse prestar os esclarecimentos necessários.
Para João Alberto, no entanto,
Aécio não agiu de má-fé ao pedir R$ 2 milhões ao dono da JBS, Joesley Batista.
“Esse cidadão (Joesley) era tido
como um homem sério, um dos principais empresários do País, com trânsito em
todas as áreas, e que nunca se pensou que era bandido. Ele, Aécio, entrou para
conversar com um bandido pensando que era uma pessoa séria”, defendeu o
presidente do Conselho. Ele destacou que as gravações de Aécio com Joesley não
o convenceram de que houve quebra de decoro parlamentar, nem as reportagens
publicadas pela imprensa.
Apesar da decisão do Conselho de
Ética do Senado, Aécio Neves continua sendo alvo de um total de nove inquéritos
no Supremo Tribunal Federal (STF), sendo dois deles abertos a partir da delação
da JBS.(Fonte: ESTADÃO)
