segunda-feira, 2 de outubro de 2017

O QUARTETO DE ENVOLVIDOS NA LAVA JATO QUE COMANDAM O PAÍS



Temer reúne Moreira, Padilha e Imbassahy no Jaburu
O presidente Michel Temer está reunido neste domingo com os ministros peemedebistas Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência)e Eliseu Padilha (Casa Civil), e o tucano Antônio Imbassahy (secretário de Governo), o último a chegar ao Palácio do Jaburu, em Brasília. Os três peemedebistas foram denunciados criminalmente pela Procuradoria-Geral da República.
Desde a última sexta-feira, Temer vem se reunindo com ministros, advogados e conselheiros políticos e de comunicação para discutir sua defesa e a estratégia para barrar a denúncia na Câmara dos Deputados.
A tramitação da denúncia preocupa o presidente e os ministros. Partidos da base do governo, principalmente do Centrão, pressionam a Presidência por nomeações em cargos comissionados e o pagamento de emendas parlamentares, parte delas negociada ainda durante a tramitação da primeira denúncia contra Temer, por corrupção passiva, que os deputados não admitiram.
Na semana passada, o Palácio do Planalto recebeu a notificação oficial e deu prazo de dez sessões para que o presidente e os ministros apresentem sua versão sobre os crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça.
Outra preocupação é com o comportamento do PSDB, principal partido aliado de sustentação do governo. Causou insatisfação na bancada tucana a indicação do deputado mineiro Bonifácio Andrada para relatar a segunda denúncia. Ele é do grupo ligado ao senador afastado e presidente licenciado do PSDB, Aécio Neves (MG), visto como aliado pelo Planalto. Andrada votou a favor de Temer na primeira.
O líder tucano na Câmara Ricardo Tripoli (SP) pediu ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), para não indicar ninguém de seu partido para a tarefa, o que não foi respeitado.
Os deputados tucanos racharam na primeira votação em plenário: placar de 22 a 21, favorável ao peemedebista por apenas um voto. O resultado reforçou pedidos do Centrão para que Temer demita ministros do PSDB, entre eles Imbassahy, o que não deve ocorrer porque ele é cortejado para migrar para o PMDB.

RENAN E SEUS ALIADOS



Ministro do Turismo trocará PMDB por PSD para viabilizar candidatura ao senado
O ministro do Turismo, Marx Beltrão, vai deixar o PMDB e se filiar ao PSD. A mudança faz parte da estratégia do ministro, que hoje é deputado federal licenciado, para viabilizar a candidatura dele ao Senado em 2018. Ele quer disputar o pleito na chapa do governador de Alagoas, Renan Filho (PMDB), e do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que tentarão reeleição para seus respectivos cargos.
Beltrão e seu grupo político são aliados do clã Calheiros em Alagoas há muitos anos. No entanto, se o ministro continuasse no PMDB, a chapa majoritária encabeçada por Renan Filho teria de ser “pura”, ou seja, formada apenas por pessoas de um mesmo partido. Isso dificultaria a negociação dos peemedebistas com outros legendas aliadas no Estado, em busca de apoio político para o pleito.
A ida de Beltrão para o PSD teve aval do ministro Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações), que comanda a legenda. A negociação começou há cerca de um ano. Já como parte da estratégia para migração, o irmão de Beltrão, Maykon Beltrão, se filiou ao PSD e assumiu a presidência estadual da legenda no início deste ano. Até então, Maykon era filiado ao PMDB, como o irmão. Procurado, o ministro Marx Beltrão não quis se pronunciar.
A filiação do ministro do Turismo ao PSD deve ocorrer na próxima janela para troca de partido sem risco de perder o mandato, prevista para março de 2018. Além de Beltrão, o PSD ganhará mais um ministro. O titular do Meio Ambiente, Sarney Filho, vai deixar o PV e se filiar à legenda de Kassab, como antecipou o Estadão/Broadcast em agosto. Deputado licenciado, ele quer se candidatar ao Senado pelo Maranhão. Como vão se candidatar, os três ministros terão de deixar os ministérios no fim de março.
Adversários. A chapa do clã Calheiros e Marx Beltrão em Alagoas vai concorrer com a do grupo do ministro dos Transportes, Maurício Quintella (PR). Também deputado federal licenciado, Quintella quer tentar uma vaga no Senado nas eleições de outubro do próximo ano, em aliança com o senador Benedito Lira (PP-AL). A chapa seria encabeçada pelo atual prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), que disputaria o governo.

ATENTADO A BALA EM LAS VEGAS - URGENTE!

Atentado, a bala, em LAS VEGAS, ocorrido há pouco, deixa vários mortos e mais de 100 feridos. Dois atiradores posicionados em um prédio, mandaram bala nas pessoas que participavam de uma festa "Country".
A imprensa mundial está levantando todos os dados para que chegue ao conhecimento de todos o que realmente ocorreu e qual o número exatos de mortos e feridos.

SERÁ O FIM TRÁGICO DE UM GRANDE LÍDER?



Os algozes de Lula e as provas cabais(Fonte: ISTO É)
Nunca o caminho da propina esteve tão bem traçado, quanto o que comprovou os pagamentos da Odebrecht ao ex-presidente. Encurralado, o petista apresenta recibos forjados e incorre em obstrução de Justiça. Até quando ele permanecerá solto?
Implicado em uma série de crimes, agora o ex-presidente Lula encontra-se mais do que nunca cercado por farta e certeira munição. Os elementos que chegaram à Lava Jato nos últimos dias constituem provas irrefutáveis. 
Jamais se viu uma rota tão bem fechada, a demonstrar de forma cabal e definitiva o caminho da propina até um político – no caso, o heptaréu Lula. A trilha da confirmação do pagamento do dinheiro sujo ao petista começa pelo primeiro depoimento de Marcelo Odebrecht à Justiça,– no qual ele contou ter pago R$ 4 milhões a Lula, por meio do Instituto, numa operação negociada pelo ex-ministro Antonio Palocci, – passa pelas declarações do próprio Palocci ao juiz Sergio Moro, em que ele ratifica o acerto, e termina com os recibos e emails apresentados pelo empreiteiro à Lava Jato. É quando a última peça do quebra-cabeças se encaixa e torna-se claro como a luz do sol que, sim, Lula foi de fato e de maneira inconteste o destinatário final da dinheirama.

Para atestar o que tem reiterado à PF, Marcelo entregou quatro comprovantes de doações de R$ 1 milhão cada feitas pela Odebrecht. Os recibos totalizando R$ 4 milhões registram as datas de 16 de dezembro de 2013, 31 de janeiro de 2014, 5 de março de 2014 e 31 de março de 2014, e levam o carimbo do Instituto Lula. Segundo o executivo, os documentos referem-se a pagamentos de propina a Lula abatidos da conta-corrente “Amigo”. Não se trata de palavras ao vento, como quer fazer crer a defesa lulista. Os emails revelados por Marcelo Odebrecht comprovam o que ele diz.

Na mensagem de 26 de novembro de 2013, Marcelo fala do pagamento do suborno a Lula com Hilberto Mascarenhas, diretor do “Setor de Propinas”, e com Alexandrino de Alencar, executivo próximo ao ex-presidente petista: “Italiano (Palocci) disse que o Japonês (Okamotto) vai lhe procurar para um apoio formal ao inst de 4m (não sabe se todo este ano, ou 2 este ano e 2 do outro)”. No mesmo dia, em outro email a Hilberto, Marcelo escreve: “Do saldo de 15M do amigo (Lula) acertar com B: 500 + 500 para as próximas semanas”. Ou seja, naquele momento, a conta de propinas de Lula estava com saldo de R$ 15 milhões e o empreiteiro ordenava a realização de dois pagamentos de R$ 500 mil. “B” era Branislav Kontic, ex-assessor de Palocci responsável por receber o dinheiro em espécie e repassar a Lula. Mais didático impossível. Em determinado momento, a situação saiu de controle e os pedidos de dinheiro passaram a ser cada vez mais frequentes – a ponto de Hilberto Mascarenhas classificar a conta-corrente de “suruba” em outro email. As “doações” ao Instituto Lula são apenas uma das seis novas linhas de investigação contra Lula derivadas das colaborações da Odebrecht. Ainda em Curitiba, a PF investiga se as palestras feitas pelo petista no exterior foram pagas com valores ilícitos. O ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, também prometeu abordar temas correlatos em acordo de colaboração.
“Italiano (Palocci) disse que o Japonês (Okamotto) vai lhe procurar para apoio formal ao inst.(instituto) de 4m (R$ 4 milhões)”
Marcelo Odebrecht, ex-presidente da Odebrecht
TUDO FORJADO

Quando não pelos seus algozes, Lula se encalacra por si próprio. Foi o que aconteceu na última semana, quando o ex-presidente, ao tentar justificar a Moro o pagamento de supostos aluguéis de uma cobertura em São Bernardo, produziu provas contra si mesmo. Os recibos são o retrato mais bem acabado da fraude desavergonhada. Em dois deles, há datas inexistentes, como 31 de junho de 2014 e 31 de novembro, em três, a cidade de São Bernardo do Campo está grafada com erro, nenhum recibo demonstra ter sido dobrado ou manuseado e, embora tenham seis anos de vida, os papéis entregues por Lula não apresentam qualquer sinal de envelhecimento. O contrato de aluguel, segundo a defesa, foi firmado entre Glaucos Costamarques, sobrinho do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo pessoal de Lula, e dona Marisa Letícia, morta em fevereiro. É ele o signatário dos recibos.
Em entrevista, na última semana, Costamarques não só conferiu verossimilhança à fraude, como fez uma revelação gravíssima: disse que assinou todos os documentos num único dia quando estava internado no Sírio-Libanês, em São Paulo, entre 22 e 28 de novembro de 2015. Os recibos foram levados ao hospital pelo contador João Muniz Leite, a pedido ao advogado de Lula, Roberto Teixeira. Nos próximos dias, o MPF vai pedir a perícia nos documentos. O caso representa uma situação clara e manifesta de obstrução de Justiça. Em 2015, quando as empreiteiras fraudaram recibos para pagar empresas ligadas ao doleiro Alberto Youssef, o juiz Sérgio Moro mandou prender os empresários. Não se sabe qual caminho o juiz seguirá desta vez. O fato é que há elementos de sobra para levá-lo à cadeia.
ERCADO Lula está cada vez mais encurralado. Agora as provas são irrefutáveis e a prisão inevitável (Crédito:Alex Silva/Estadao )
Para o ex-ministro Palocci, a ida de Lula para a prisão não constituiria uma injustiça. Pelo contrário. Em carta, ao pedir desfiliação do PT, Palocci disse que Lula sucumbiu ao pior da política. “Lula dissociou-se definitivamente do menino retirante para navegar no terreno pantanoso do sucesso sem crítica, do tudo pode, do poder sem limites, onde a corrupção, os desvios, as disfunções que se acumulam são apenas detalhes no cenário entorpecido dos petrodólares”, disse Palocci, acrescentando:.
“Afinal, somos um partido político sob a liderança de pessoas de carne e osso ou uma seita guiada por uma pretensa divindade?”. O ex-ministro também perguntou até quando o partido acreditaria no discurso de Lula de que é “o homem mais honesto do país” e criticou o fato dele tentar responsabilizar a falecida esposa pelos ilícitos que cometeu. Outro ponto alto da carta foi a menção a um encontro com a presença de Dilma e do ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, em que Lula fala sobre sondas e propinas de forma extremamente natural. O ex-ministro classificou o encontro de a “cena mais chocante” que presenciou do “desmonte moral” de Lula. Se é Palocci quem diz …