CCJ da Câmara inicia nesta quarta-feira discussão da denúncia contra
Temer
Expectativa
é que fase de debates se estenda por várias horas e votação fique para os
próximos dias. Nas últimas semanas, base aliada fez inúmeras trocas para
garantir votos a favor de Temer.
A
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados se reunirá
nesta quarta-feira (12) para discutir o parecer de Sergio Zveiter (PMDB-RJ)
sobre a denúncia da Procuradoria Geral da República
contra o presidente Michel Temer.
O relatório de Zveiter,
favorável ao prosseguimento do processo,
foi apresentado na segunda (10) e, após a fase de discussão, será submetido à
votação da CCJ. Independentemente do resultado, a denúncia seguirá para o
plenário da Câmara.
A reunião da CCJ está
convocada para as 11h. A expectativa é que a fase de discussão se estenda por
mais de 40 horas, o que, na prática, fará com que a votação fique para os próximos
dias.
Terão direito a se
pronunciar os 66 integrantes titulares da CCJ, os 66 suplentes e mais 40
deputados que não compõem a comissão.
Na tentativa de
garantir apoio ao governo, partidos da base fizeram nas últimas semanas 18 remanejamentos entre os integrantes da comissão,
colocando deputados aliados ao presidente Michel Temer.
No total, as movimentações
envolveram 14 vagas (10 de titulares e 4 de suplentes). O troca-troca gerou críticas por parte da oposição e de uma ala
governista dissidente.
A
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados se reunirá
nesta quarta-feira (12) para discutir o parecer de Sergio Zveiter (PMDB-RJ)
sobre a denúncia da Procuradoria Geral da República
contra o presidente Michel Temer.
O relatório de Zveiter,
favorável ao prosseguimento do processo,
foi apresentado na segunda (10) e, após a fase de discussão, será submetido à
votação da CCJ. Independentemente do resultado, a denúncia seguirá para o
plenário da Câmara.
A reunião da CCJ está
convocada para as 11h. A expectativa é que a fase de discussão se estenda por
mais de 40 horas, o que, na prática, fará com que a votação fique para os
próximos dias.
Terão direito a se
pronunciar os 66 integrantes titulares da CCJ, os 66 suplentes e mais 40
deputados que não compõem a comissão.
Na tentativa de
garantir apoio ao governo, partidos da base fizeram nas últimas semanas 18 remanejamentos entre os integrantes da comissão,
colocando deputados aliados ao presidente Michel Temer.
No total, as
movimentações envolveram 14 vagas (10 de titulares e 4 de suplentes). O
troca-troca gerou críticas por parte da oposição e de uma ala
governista dissidente.
A
denúncia foi encaminhada à Câmara, a quem cabe autorizar
o STF a analisar a peça do Ministério Público. Para o presidente, a denúncia é
uma "injustiça que se faz com o Brasil".
Se 342 deputados
votarem em plenário a favor do prosseguimento, a denúncia vai ao Supremo.
Se a maioria dos ministros
da Corte aceitar a denúncia, Temer, então, se tornará réu e será afastado do
mandato por até 180 dias.
Pressa do governo
O governo tem pressa para votar a denúncia o quanto antes,
enquanto a oposição defende que a votação fique para agosto, após o recesso
parlamentar que deverá ter início na semana que vem.
O presidente da Câmara,
Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu nesta terça-feira (11) que, diante da gravidade
dos fatos, o plenário vote a denúncia antes de agosto.
Por sua vez, o
presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), tem dito que não irá apressar a discussão na comissão.
Etapa por etapa
Saiba abaixo como serão
os próximos passos da denúncia contra Temer na Câmara:
Comissão de Constituição e Justiça
A reunião para
discussão do parecer de Zveiter está marcada para as 11h desta quarta-feira
(12).
Terão acesso à sala,
com duas horas de antecedência, a imprensa credenciada, parlamentares e
assessores.
A
lista de inscrições estará disponível meia-hora antes do começo da reunião e
ficará aberta até o fim da discussão.
Durante a discussão,
terão a palavra os 66 integrantes titulares da CCJ, os 66 integrantes suplentes
e os chamados não-membros, no limite de 40 pessoas (20 a favor do parecer e
mais 20, contra).
Tempo de fala
Cada titular e cada
suplente terá 15 minutos para se manifestar. Os não-membros terão 10 minutos
cada.
A discussão será
alternada: vai falar sempre um contra, outro a favor. Cada um só poderá
discutir uma vez. Quem não estiver presente na hora em que for chamado, perde a
inscrição.
Os líderes podem falar,
e esse tempo de liderança poderá ser somado ao tempo de discussão.
Encerrada a discussão,
será dada a palavra ao relator, para a réplica, por 20 minutos. A defesa, logo
depois, também vai falar por 20 minutos.
Por acordo entre os
líderes, ficou decidido que, durante a madrugada, não haverá votação do
parecer.
Antes da votação, pode
haver encaminhamento de votação, com discursos de dois parlamentares a favor,
dois contrários.
Votação
A votação será nominal,
com o resultado no painel eletrônico.
O parecer de Zveiter
será aprovado por maioria simples com, no mínimo, 34 deputados presentes à
sessão. Ou seja, se houver pelo menos 34 deputados votantes, ganha quem tiver
mais votos.
Ao deliberar, a CCJ vai
se decidir pelo deferimento ou indeferimento do pedido de autorização para instauração
de processo pelo Supremo Tribunal Federal.
Caso o parecer do
deputado Sergio Zveiter seja derrotado, o presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco,
designará o relator vencedor, que vai elaborar um parecer que retrate fielmente
o que decidiu a CCJ. O novo parecer será lido, mas não será permitido novo
pedido de vista nem nova discussão. Haverá nova orientação de bancada e nova
votação nominal, nos mesmos termos da votação anterior.
O
novo relator pode pedir prazo até a sessão seguinte para elaboração do novo
texto, desde que esse prazo não extrapole cinco sessões de deliberação por
parte da CCJ.
O parecer da CCJ será
lido no plenário da Câmara e publicado no "Diário da Câmara dos
Deputados". Será incluído na pauta de votação da sessão seguinte.
Plenário
No plenário, o
regimento prevê discussão do tema entre os deputados. Depois, o parecer da CCJ
será submetido à votação nominal, por chamada dos parlamentares (a mesma
sistemática do processo de impeachment: o presidente chama o nome dos
deputados, que vão ao microfone e votam).
Para ser autorizada a
instauração do processo, é preciso o aval de dois terços dos deputados, ou
seja, 342 dos 513.
Se a Câmara admitir a
acusação contra o presidente da República, considera-se que foi autorizada a
instauração do processo pelo STF. A decisão, então, será comunicada à Suprema
Corte em duas sessões.
No Supremo, se a
maioria dos ministros aceitar a denúncia contra Temer, o presidente, então, se
tornará réu e será afastado do mandato por até 180 dias.