“De
perfil técnico, ele foi indicado pelo PSDB, nome deve ser anunciado na semana
que vem”.
Em uma
viagem de ônibus retornando da capital, aportei na rodoviária em Recife e num
rápido lanche, assistia a um jornal que mencionava o que acima descrevo.
Rapidamente me recordei de um livro que mencionava a frase François Pierre
Guillaume Guizot.
“Quando a política penetra no recinto dos Tribunais, a Justiça se retira por alguma porta” (François Guizot).
Nenhuma frase se ajusta tão bem ao momento brasileiro do que esta do ex primeiro ministro Francês. Onde já se viu cunhar uma frase de que “ele foi indicado pelo PSDB”? Mas, eu moro num País onde os Ministros da Suprema Corte são indicados por partidos políticos? Me envergonho de tamanha inconsistência moral e ética num País que confunde democracia com absolutismo. Sim! Pois, onde está a soberania do povo?
O
momento carece de uma reflexão profunda sobre o contexto político momentâneo. Qual
a credibilidade que carrega o governo central atual sobre lisura e probidade? Qual?
Quem dos principais nomes da política nacional afasta-se do apego das propinas
ou denúncias contra si? Quem?
Sim, é de Guizot a autoria da frase jurídica acima selecionada,
em face das delações premiadas que fazem os réus presos pela Lava Jato. Noutra
vertente, recordo-me de que foi dito pelo ex Senador Delcídio do Amaral, à época,
Líder do PT no Senado e preso, em entrevista a revista “Veja” e ao “Jornal
Nacional”, em que ele, parlamentar, afirmou, dentre outras coisas, que a presidente Dilma Rousseff “costumava repetir que ‘tinha’ cinco ministros no STF(indicados por ela e Lula). e que era clara a estratégia do
governo de fazer lobby nos tribunais superiores e usar ministros simpáticos à
causa para deter a Lava Jato”.
Com a devida imparcialidade, a culpa recai em todos.
Joel Gomes
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