quinta-feira, 5 de abril de 2018

UMA "BENGALADA" REFLETIU NO RESULTADO DO HC DE LULA

Procurando absorver e ministrar o cumprimento do encarceramento do ex Presidente Lula, buscamos respostas no tempo e estas promovem o seguinte conteúdo:

1 - Com a chegada ao comando da Nação em 2.004, Lula, evidentemente com baixo conhecimento para conduzir um País com dimensões continentais, compôs sua equipe de Governo ouvindo as suas bases e apoiadores, dentre eles o ex Ministro e homem de sua extrema confiança, José Dirceu. Alguns episódios marcaram o início do descompasso da luz que iluminava os pensamentos do eleito Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que prometeu em campanhas políticas ceifar com a corrupção instalada através dos Governos Sarney, Collor, Itamar (são poucas as inserções de malfeitos na passagem dele como presidente) e FHC.

Alguém recorda-se daquele velhinho no Congresso Nacional que "lascou uma bengalada" na cabeça do José Dirceu? Pois é, em 29/11/2.005, Yves Hublet (embora estranho o nome, ele era Brasileiro), nos corredores da Câmara Federal, tascou sua bengala na cabeça do José Dirceu, que no dia seguinte fora cassado seu mandato por envolvimento no caso conhecido como Mensalão. E sabe porque o Senhor Yves assim agiu? Porque era PETISTA ROXO, não aceitava corrupção e estava desolado com o que vira se instalar no governo de Lula; ( Tá no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=yV81wDaNfIE)  


2 -  Os envolvidos desfilavam sob a confiança do Governo para auferirem benesses. Vamos relembrar os envolvidos de primeira linha:








































3 - Começava ali, a demonstração do que dissera o Presidente Lula: "No Brasil, ou se faz acordo com o Congresso ou não se governa". Ou seja, por intermédio de José Dirceu e aliados "íntimos" do PT, iniciava-se um dos maiores escândalos para sustentação de um governo que detinha poucos Deputados e Senadores no Congresso Nacional e, consequentemente, só poderia atender as demandas que o Governo Lula apresentaria, se houvesse apoio pela maioria nas duas Casas;

4 - Em junho de 2011, no primeiro ano do mandato da presidente Dilma Rousseff, houve a primeira turbulência no governo. Pela segunda vez, Antonio Palocci foi demitido do cargo de ministro: então chefe da Casa Civil, dessa vez, saiu sob suspeita de enriquecimento ilícito e tráfico de influência como consultor, no período em que era deputado. Em 27 de março de 2006, Palocci havia sido demitido da Fazenda após ter sido acusado pelo presidente da Caixa Econômica, Jorge Mattoso, de participação na quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. Envolvido na Lava-Jato, Palocci é suspeito de corrupção e lavagem de dinheiro e foi preso em setembro de 2016, na 35ª fase da operação. Ainda em 2011, Dilma iniciou uma “faxina” nos ministérios que seguiu até 2012. Perderam o cargo sob suspeita de malfeitos os ministros Wagner Rossi (Agricultura), Orlando Silva (Esporte), Pedro Novais (Turismo) e Mário Negromonte (Cidades).
Em 29 de agosto de 2012, oito anos após a explosão do escândalo do mensalão, o deputado federal João Paulo Cunha, presidente da Câmara entre 2003 e 2005, foi o primeiro petista condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, o ministro Cezar Peluso sugeriu a aplicação da pena de 6 anos de prisão em regime semiaberto ao deputado, pelos crimes de corrupção e peculato.
Pouco depois, em 22 de outubro do mesmo ano, José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, todos integrantes da cúpula do PT, foram condenados pelo por corrupção ativa e formação de quadrilha. Em agosto de 2014, Genoino pediu progressão de regime e passou a cumprir a pena em casa, assim como Delúbio e Dirceu.

Mas todos os escândalos até então descobertos seriam ofuscados pela Operação Lava-jato, deflagrada em 17 de março de 2014, tendo à frente o juiz Sérgio Moro, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal. Suas investigações, desdobradas em fases, levaram à descoberta do maior escândalo de corrupção do país, com o foco inicial no desvio de recursos da Petrobras. Cerca de R$ 2,9 bilhões já foram recuperados. Incentivados pela delação premiada, réus disseram que parte da propina do esquema ia para o PT.

Acusado de receber propina de contratos da Petrobras para o PT, em doações oficiais e em espécie, o ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto foi preso, na 10ª fase da operação, em abril de 2015, e condenado a dez anos de prisão pelo juiz Sérgio Moro, em setembro. Na 23ª fase da Operação Lava-Jato, chamada de Acarajé, o marqueteiro das campanhas de Dilma e Lula, João Santana, foi preso junto com a sua mulher, Mônica Moura, em 22 de março de 2016. Eles são acusados de receber propina no exterior, repassada pela Odebrecht, uma das empreiteiras envolvidas no escândalo.
Poucos dias depois, chegaram à imprensa acusações do ex-líder do governo, senador Delcídio Amaral, contra Dilma e Lula no escândalo da Petrobras. Em sua delação premiada, o senador disse que ambos teriam atuado para atrapalhar as investigações da Lava-Jato. Delcídio havia sido preso em flagrante, em dezembro de 2015, ao tentar comprar o silêncio do delator Nestor Cerveró, executivo da Petrobras entre 1975 e 2014.

Na 24ª fase da operação, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi alvo da Polícia Federal. Em 4 de março de 2016, ele foi levado, coercitivamente, de seu apartamento em São Bernardo do Campo (SP) para prestar depoimento numa sala da PF no aeroporto de Congonhas. Sua relação com empreiteiras é investigada. Filhos de Lula e o braço-direito Paulo Okamoto também são alvos da operação.
A explicação: "a Lava-Jato denunciou à Justiça o ex-presidente Lula sob a acusação de ser o “comandante máximo” do esquema de corrupção na Petrobras e, em troca, receber R$ 3,7 milhões da OAS em “propinas dissimuladas” por meio das obras no tríplex de Guarujá e da armazenagem de bens. O procurador Deltan Dallagnol disse que Lula era “o grande general” do que chamou de “propinocracia”, instalada, segundo ele, com o objetivo de manter a governabilidade, perpetuar o PT no poder e enriquecer agentes públicos. Para o procurador, Lula, chamado também de “maestro da orquestra criminosa”, é o elo entre personagens do escândalo atual e do mensalão. O ex-presidente reagiu com veemência e, por meio de seu advogado, acusou a Lava-Jato de fazer um “deplorável espetáculo de verborragia” e “truque de ilusionismo” com o objetivo de tirá-lo do jogo eleitoral. Também foram denunciados a ex-primeira-dama Marisa Letícia, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, e cinco ex-executivos da OAS". No dia 20 de setembro de 2016, o juiz Sergio Moro aceitou denúncia do Ministério Público e tornou réu, da Lava-Jato pela 2ª vez, o ex-presidente Lula. A mulher dele Marisa Letícia, e outras seis pessoas, também foram denúnciadas, no caso do tríplex de Guarujá.
Dois dias depois, Guido Mantega, ministro da Fazenda dos governos Lula e Dilma, foi preso e depois solto por ordem do juiz Sergio Moro. Mantega estava acompanhando a esposa numa cirurgia. Moro disse que desconhecia o fato e mandou soltar o ex-ministro seis horas depois.
Em 12 de julho de 2017, o juiz Sergio Moro condenou o ex-presidente Lula a nove anos e seis meses de prisão, por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá. Segundo a sentença, de primeira instância, o petista poderia fazer apelação da medida em liberdade. Para a defesa de Lula, a decisão judicial tem conotação política e "envergonha o Brasil". Lula recorreu da condenação de Moro no TRF-4, que, por 3 votos a 0, aumentou a pena, em 24 de janeiro de 2018. Os desembargadores João Pedro Gebran Neto (relator), Leandro Paulsen e Victor Laus elevaram a sentença para 12 anos e um mês. A defesa de Lula vai recorrer e tentar evitar que ele fique inelegível. A Lei da Ficha Limpa impede que condenados em segunda instância concorram em eleições. Em nota, o PT disse que Lula foi vítima de uma "farsa judicial" e que seu nome será registrado no TSE. O ex-presidente ainda responde a outros oito processos.
No dia 27 de julho, a PF prendeu o ex-presidente do Banco do Brasil e ex-presidente da Petrobras Aldemir Bendine. Ele é suspeito de prática dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro e foi preso durante a 42ª fase da Lava-Jato, batizada de Cobra,em uma referência ao codinome dado a Bendine nas tabelas de pagamentos de propina da Odebrecht. A operação foi realizada um dia antes de uma viagem de Bendine para Portugal. Bendine, primeiro ex-presidente da Petrobras a ser preso pela Lava-Jato, tem dupla cidadania, brasileira e italiana.

Na mais singela análise dos fatos que carrearam para que o ex Presidente Lula fosse denunciado e condenado pela Justiça Federal haverá, ele, de ser entendido como vítima de um partido que, nas suas dimensões estatutárias e sociais, não carregavam o fardo da corrupção, só absorvendo o malefício no momento em que o PT começou a ganhar Prefeituras importantes, como as governadas por Toninho do PT e Celso Daniel, na grande São Paulo, sendo os dois assassinados e até hoje, obscuras ainda são as investigações sobre as autorias.
A "gana" pelo Poder colocou dirigentes sindicais e movimentos sociais na escadaria da "pirâmide" da corrupção, sempre em busca de se locupletarem e se fortalecerem economicamente, com fins próprios, porém, insólitos na denominada "governança" de recursos, oriundos da esfera federal através de convênios, evidentemente, com fins e objetivos valiosos, mas, que infelizmente foram desviados em favor de militantes políticos e caracterizados pela Estrela Petista.
Negar o salto social que deu o Brasil com a política de inserção aos menos favorecidos pelo Governo Lula é não reconhecer os ditames das ações políticas implementadas e que trouxeram resultados positivos para a sociedade. Erros existiram e o próprio Lula reconhece: "O PT errou ao aceitar o jogo de fazer campanha nos moldes como os outros partidos faziam campanha", disse ele.
Errou mesmo o LULA ao acoloiar-se com partidos corruptos e amigos que o inseriram no cotidiano da corrução, sob o aspecto de que o PT governaria o Brasil por 30 longos anos.

A luz do que foi expresso, num resumo de desvios de condutas dos dirigentes petistas, me ilumina mais a mente de que LULA é mais uma vítima do PT, dentre muitos outros que ainda não souberam avaliar as dimensões reais do que ainda está por vir. 

Me pergunto: E quando serão julgados e presos os denunciados e comprovadamente corruptos do atual governo TEMER: