Igreja Universal manteve rede de adoções ilegais em Portugal, diz TV
Netos de Edir Macedo vieram de esquema, segundo série de emissora portuguesa.
IURD nega e diz que irá processar responsáveis, incluindo ex-pastor ouvido na reportagem
Os netos do líder da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), Edir Macedo, um das maiores denominações evangélicas do Brasil presente em quase 200 países, foram ilegalmente adotados em Portugal nos anos 90 como parte de um esquema mantido pela IURD para levar crianças ao Brasil à revelia de suas mães. A informação é parte de uma reportagem da emissora portuguesa TVI, que ouviu a suposta mãe das crianças e a babá que cuidou deles. Segundo jornais e agências do país, o
Ministério Público português abriu inquérito para investigar o caso. A
Universal afirma que as adoções foram legais e diz que tomará as medidas
legais cabíveis.
A
mulher ouvida na reportagem diz que jamais deu os filhos para adoção e
que esperava reavê-los assim que sua situação financeira melhorasse. Já a
IURD diz que o processo de adoção foi legal. Vera e Luís, os netos
adotivos de Macedo, gravaram vídeo criticando a reportagem e prometendo
processar a emissora. "Contam-se pelos dedos
de uma mão as crianças que foram adotadas por essa via – com decisão
judicial, sublinhe-se – por casais ligados à Universal", diz a nota da
igreja. A Universal afirma ainda que a reportagem é uma tentativa de difamar a instituição porque traz o depoimento de Alfredo Paulo Filho, um ex-integrante da Igreja Universal que saiu do grupo em 2013 e que mantêm batalha legal com Macedo.
A emissora portuguesa diz que as jornalistas Alexandra Borges e Judite França trabalharam no material durante sete meses até encontrar documentos e as mães das crianças "roubadas". A série traz também um crítico histórico da chegada da IURD à Portugal e um apanhado dos problemas com a Justiça da igreja, a terceira com mais fiéis do Brasil, que controla a segunda maior rede de TV do país, a Record. (Fonte: ÉPOCA)
A emissora portuguesa diz que as jornalistas Alexandra Borges e Judite França trabalharam no material durante sete meses até encontrar documentos e as mães das crianças "roubadas". A série traz também um crítico histórico da chegada da IURD à Portugal e um apanhado dos problemas com a Justiça da igreja, a terceira com mais fiéis do Brasil, que controla a segunda maior rede de TV do país, a Record. (Fonte: ÉPOCA)
