Grupo JBS doou R$ 4 milhões para membros da CPI
Estadão Conteúdo
Recém-criada no Congresso, a CPI mista da JBS tem
cerca de um terço de seus atuais integrantes financiados pela empresa, líder
mundial de processamento de carnes. Ao todo, foram cerca de R$ 4 milhões doados
para as campanhas que elegeram 15 parlamentares dos 49 que fazem parte do
colegiado.
A comissão, que nesta terça-feira, 12, teve a sua
primeira reunião de trabalho, ainda tem 19 vagas para serem preenchidas. A
maior parte é do PMDB do Senado, que deve indicar os nomes apenas nesta
quarta-feira, 13. Ao todo, dez dos 23 senadores da bancada peemedebista
receberam doação da JBS durante suas campanhas.
A reunião desta terça da CPI foi marcada pela
polêmica em torno da escolha do deputado Carlos Marun (PMDB-MS) como relator.
Integrante da tropa de choque do presidente Michel Temer no Congresso, a
indicação foi articulada pelo Planalto, que queria alguém alinhado ao governo
no cargo.
Marun é um dos que receberam da JBS. Ao todo, foram
R$ 103 mil doados para a campanha que o elegeu em 2014. Questionado, o deputado
disse não ver constrangimento em ser relator de uma CPI que tem como um dos
objetivos investigar os termos do acordo de colaboração que a empresa firmou
com o Ministério Público Federal.
A escolha provocou a saída de ao menos dois
senadores do colegiado. Ricardo Ferraço (PSDB-ES) e Otto Alencar (PSD-BA)
desistiram de integrar a CPI mista. As informações são do jornal O Estado de
S. Paulo.