Palocci
diz a Moro achar que é, sim, o 'Italiano' de planilha da Odebrecht
Anteriormente, ex-ministro negava
a alcunha
O
ex-ministro Antonio Palocci afirmou nesta quarta-feira (6) ao juiz Sergio Moro
achar que era, sim, o "Italiano" mencionado em uma planilha da
Odebrecht na qual são listados pagamentos de propina. Até então, Palocci negava que o codinome se referisse a ele.
"O Marcelo nunca
me chamou de 'italiano', mas eu acho que essa planilha, quando ele coloca
italiano, diz respeito diz respeito a mim, sim. E ele nunca me chamou por esse
nome, nem ele nem o doutor Emílio. Eu não sei porque ele escolheu essa alcunha",
disse.
Ele prosseguiu:
"Mas tem vários e-mails em que ele fala de 'italiano' e 'Itália que eu sei
que não diz respeito a mim, pode dizer respeito a outras pessoas. Mas na
planilha eu acredito que sim, porque boa parte do que é tratado nessa planilha
são assuntos que eu tratei com ele".
Em abril, Marcelo Odebrecht afirmou a Moro que o codinome
"Italiano" era usado para se referir a Palocci. O codinome
Italiano apareceu em planilhas do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht,
apontado pela força-tarefa da Lava Jato como o departamento de propinas da
empresa.
Ainda no depoimento a
Moro, o ex-presidente da Odebrecht disse que o codinome Italiano já existia
antes mesmo de ele entrar na empresa, em 1992. "Já existia, nem sei quem
criou o apelido. Até porque a relação com Palocci precedia a mim",
afirmou.
Palocci está preso
desde setembro do ano passado e já tem uma condenação a 12 anos de prisão na
operação Lava Jato. Depois do depoimento,
ele foi levado de volta à carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, onde
segue preso.
