Procuradora pede a Lula que não seja chamada de 'querida' durante
depoimento
Após
pedido, ex-presidente passou a chamar representante do MPF só de 'doutora'.
Moro afirma que Lula 'não tem nenhuma intenção negativa em utilizar esse
termo', mas pede para não usá-lo
procuradora
da República, Isabel Cristina Groba Vieira, que participou do segundo
depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como réu ao juiz Sérgio
Moro nesta quarta-feira (13), a Justiça Federal de Curitiba, se incomodou com a
forma como Lula a tratou durante grande parte da audiência.
O ex-presidente a
chamava de "querida" - mesmo termo usado para falar com a
ex-presidente Dilma Rousseff no áudio que foi divulgado por Moro em
março de 2016 - quando a procuradora do MPF pediu para ser chamada "pelo
tratamento protocolar devido".
Na época do impeachment
de Dilma, a frase "Tchau, querida", dita por Lula ao final da
conversa telefônica com a ex-presidente, inclusive foi usada em protestos
contra o governo e pela oposição durante a abertura do processo no Congresso.
Veja o diálogo entre
Lula, a procuradora e Moro:
Lula - "Não,
eu não tenho, querida, eu não tenho."
Procuradora - "Também
pediria que o senhor ex-presidente se referisse ao membro do Ministério Público
pelo tratamento protocolar devido."
Lula - "É,
como é que seria? Doutora?"
Moro - "Sei
que evidentemente o senhor ex-presidente não tem nenhuma intenção negativa em
utilizar esse termo "querida", mas peço que não utilize, tá? Pode
chamar de doutora, senhora procuradora, perfeito?"