Num
País onde troca de farpas entre um mafioso e o Presidente da República,
abertamente e sem nenhum respeito mútuo entre o primeiro e o segundo, deixa-nos
a pensar, obviamente, de que se igualam os dois.
Chamado
de ‘grampeador-geral
da República’ pelo presidente Michel Temer, o empresário Joesley
Batista devolveu na madrugada do último sábado com a seguinte menção: ‘Michel,
que se torna ladrão geral da República, envergonha todos nós brasileiros’.
Um
verdadeiro ‘desaforo’, não entre os dois equânimes perdulários dos recursos
públicos, mais para com a sociedade brasileira, onde eles acusam-se, mutuamente, de que um é mais desonesto do que outro. Como
pode, um Presidente da República trocar farpas sobre corrupção com um mafioso?
Ele, Michel Temer, se iguala ao ‘bandido-mor’ que obteve, irregularmente,
bilhões de reais em empréstimos no BNDES com suporte, inclusive, do atual e
desacreditado comandante da Nação brasileira.
Houvesse
fatos dessa natureza em outro País, estariam os dois na cadeia. Enquanto aqui,
no País das Maravilhas, rouba-se escancaradamente ‘malas e malas’ de dinheiro e
os larápios ficam impunes, enquanto o povo sofre as consequências dos furtos de
cifras inimagináveis dos recursos que deveriam ser aplicados em favor da nossa
sofrida gente brasileira.
No Brasil, se disser "xô ladrão", não fica um "meu irmão"!
