Telefonema avisou PF sobre ‘bunker’ do dinheiro de Geddel
Na decisão em que autorizou a
busca e apreensão no imóvel que seria o ‘bunker’ do dinheiro de Geddel Vieira
Lima, o juiz Vallisney de Souza Oliveira destaca que a Polícia Federal foi
informada sobre a existência do local por meio de uma ligação telefônica.
A busca no imóvel foi alvo da
nova fase da operação Cui Bonno?, batizada de Tesouro Perdido. Na Cui Bonno?
Geddel é investigado em razão de sua atuação enquanto vice-presidente de pessoa
jurídica da Caixa Econômica Federal. Na busca foram encontradas caixas e malas
contendo grande quantidade de dinheiro vivo.
“De fato, as mencionadas
informações policiais dão conta que o Núcleo de Inteligência da Polícia Federal
teria tecido uma notícia por meio telefônico, no dia 14/07/2017, asseverando
que no último semestre um apartamento do 2º andar do edifício José da Silva Azi
estaria sendo utilizado por Geddel Vieira Lima para guardar caixas de
documento”, explica o despacho do juiz federal.
Após a informação dada por
telefone, a PF fez um trabalho de pesquisa de campo com moradores do prédio que
confirmou que “uma pessoa teria feito uso do aludido imóvel para guardar
pertences do pai”. O trabalho de investigação na PF é conduzido pelo delegado
Marlon Cajado.
Ainda em seu despacho, o juiz
federal aponta que “há fundadas razões de que no supracitado imóvel existam
elementos probatórios da prática dos crimes relacionados na manipulação de
crédito e recursos realizada na Caixa”.
Réu
Ex-ministro do governo Michel Temer,
Geddel Vieira Lima já é réu em um processo na 10ª Vara de Brasília.
Desdobramento da mesma operação Cui Bonno? que deu origem a ação desta quarta,
a ação penal é pelo suposto crime de obstrução de Justiça praticado pelo
peemedebista.
No despacho em que aceitou a
denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal, Vallisney de Souza afirmou
que “está demonstrada, até agora, a plausibilidade das alegações contidas na
exordial acusatória, em face da circunstanciada exposição dos fatos tidos por
criminosos e das descrições das condutas em correspondência com os documentos
constantes dos autos”.
Para o MPF, Geddel, após a
prisão do corretor Lúcio Bolonha Funaro, monitorou e constrangeu a mulher do
corretor, Raquel Pitta, com a intenção de “influenciá-lo” a não colaborar com
as investigações referentes às operações Cui Bono e Sépsis, que tratam de
desvios na Caixa.
