terça-feira, 15 de agosto de 2017

A SUBMISSÃO DA PROCURADORA AO PLANALTO, PODERÁ ACARRETAR-LHE REJEIÇÃO





A futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge, reafirmou nesta segunda-feira o convite para que os integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato vinculados à Procuradoria-Geral da República em Brasília permaneçam em seus cargos após a sua posse, marcada para o dia 18 de setembro.
A sugestão dela foi feita durante a primeira reunião do grupo de transição do comando da Procuradoria-Geral da República (PGR), conforme nota divulgada pela assessoria de comunicação do órgão. Esse encontro foi agendado pelo atual procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Segundo a nota, a força-tarefa é formada por nove procuradores que auxiliam as investigações conduzidas pelo gabinete do procurador-geral contra pessoas com prerrogativa de foro. Dodge já havia feito um convite para a equipe permanecer durante a campanha para sucessão de Janot.
Nesta segunda-feira, Dodge foi alvo de questionamentos do procurador regional da República Carlos Fernandes Lima, um dos integrantes da força-tarefa da Lava Jato que atua em Curitiba. Segundo ele, Dodge precisa dar explicações a respeito do encontro que teve fora de agenda na semana passada com o presidente Michel Temer (PMDB) horas após a defesa dele ter pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) o afastamento de Janot de um inquérito que poderia envolvê-lo