terça-feira, 4 de julho de 2017

O 'SANTO' AÉCIO NEVES - O RETORNO E A FALTA DE PUDOR MORAL NO BRASIL



OPINIÃO - Tudo pode num País que tem sua cúpula política 'carregada' de inescrupulosos feitores dos mais impróprios escândalos e que perdem suas identidades morais e éticas, no mais 'presságio' futuro de escuridão e possível opressão que poderá se implantar após o completo descrédito aos vândalos do poder. Ninguém luta em vão e, mesmo ordeiro e calado o povo vai cansando dos inúmeros escândalos que assistimos, pacientemente, identificando os devidos atores, afundarem o Brasil no maior esquema de corrupção do mundo.

Em nenhum ponto da manifesta e ilária defesa de Aécio Neves, ficou caracterizado que ele conversou com Joesley Batista pedindo empréstimos, porém, claro e evidente, foram suas palavras dirigidas ao submundo nefasto de corruptos e corruptores. Escandalosamente, afirma nas suas impositivas palavras que terá que pagar sua defesa a advogados na Lava Jato. Compartilha, inclusive, de posições para favorecimento a J&F enquanto Senador. Apenas 'mafiosos e bandidos" agem sob o manto protecionista do poder às escondidas, sem que a transparência plena e confiável seja ao povo transportado. Negociatas, na calada da noite, feita por políticos e empresários que lhes financiam as campanhas é crime. E criminosos deverão ser presos e extirpados da política nacional. 

Com todos os requisitos criminosos nas costas, ainda volta às regalias, as quais pagamos nós e, ainda pousa de 'bom moço', de 'honesto', se diz 'injustiçado'. Injustiçado mesmo somos todos nós brasileiros que pagamos fortunas ao Parlamento e Executivo no País para ser formalmente ROUBADOS.  

Mas, reafirmo como tantos outros: no Brasil tudo pode!

Abaixo transcrevo matéria da revista VEJA com narrativas do "SANTO" Aécio Neves, no seu retorno a Tribuna do Senado Federal: (Joel Gomes)

Aécio diz que viveu dias tormentosos e reitera: não cometi crime

Em discurso na volta ao Senado, tucano diz que nunca perdeu serenidade, reafirma que foi vítima de armação e anuncia que seguirá apoiando reformas de Temer

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse, no primeiro discurso na tribuna do Senado após reassumir o seu mandato, que viveu “dias tormentosos”, mas que nunca perdeu a serenidade e o equilíbrio e reafirmou que não cometeu “crime algum” – ele é investigado em dois inquéritos pela Procuradoria-Geral da República por corrupção passiva e obstrução de Justiça em razão das delações da JBS.
“Nesses dias tormentosos, em nenhum instante, absolutamente em nenhum instante, perdi a serenidade e o equilíbrio próprio daqueles que sabem exatamente a condução de seus atos”, afirmou.  “Não me furtarei de reiterar aqui aquilo que venho afirmando ao longo dessas últimas semanas: não cometi crime algum, não aceitei recursos de origem ilícita, não ofereci ou prometi vantagem indevida a quem quer que fosse, tampouco atuei para a obstrução de justiça como afirmaram”, disse.
Aécio foi flagrado pela Polícia Federal em conversa telefônica com várias pessoas, entre elas o empresário Joesley Batista, dono da JBS, a quem pediu 2 milhões de reais. Ele voltou a dizer que o dinheiro era referente à venda de um apartamento no Rio e acrescentou que esse mesmo imóvel foi oferecido a outros quatro empresários.
“Fui vítima de armação. Procurei sim esse cidadão [Joesley], cuja face delinquente o Brasil não conhecia (…)”, disse para voltar a atacar os termos da delação fechada com o Ministério Público Federal pelo empresário, “cujos benefícios assombram e enchem de indignação a maior parte dos brasileiros”.
Ele voltou a dizer que precisou vender o apartamento para pagar a sua defesa nos inquéritos de que é alvo na Operação Lava Jato. “Isso porque não obtive jamais, em tempo algum, vantagem financeira em razão da política”, disse.
Ele negou que o caso fosse de corrupção. “Como alguém [Joesley] pode ter pago propina se não recebeu qualquer benefício ou teve a expectativa de recebe-lo? Mas isso passou a ser irrelevante”, disse. “Não houve envolvimento de dinheiro público e qualquer outra contrapartida, o que ficará cabalmente comprovado perante a Justiça”, afirmou.
Ele também questionou a suspeita de obstrução de justiça investigada em inquérito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Citou três pontos levantados na investigação: sua atuação pela aprovação da lei de abuso de autoridade, seu apoio ao fim da criminalização do caixa dois e as críticas que fez a determinadas áreas do governo – não citou, mas se referia à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal.
“Esse conjunto de manifestações foi interpretado como tentativa de obstrução da justiça. Nada mais distante da realidade”, disse, para ressaltar que sempre defendeu a Lava Jato, “apesar de reparos a serem feitos à atuação de alguns de seus membros”. Em nenhum momento, ele citou Janot, que chegou a pedir a sua prisão. Ele também lembrou do artigo 53 da Constituição, que “assegura imunidade por palavras, opiniões e votos”.
Antes de entrar na defesa dos pontos centrais da acusação, Aécio disse que iria “se deixar embalar por uma certa nostalgia” e listou o que considera pontos altos de sua carreira política, como o jovem que participou da campanha das Diretas Já e sua atuação na Constituinte de 1988, sua gestão à frente da Presidência da Câmara.
No fim, voltou a dizer o que já havia dito em vídeo divulgado logo após as suspeitas sobre ele virem à tona: que errou ao se “deixar envolver nessa trama ardilosa”, ao envolver familiares nas acusações (sua irmã, a jornalista Andrea Neves, chegou a ser presa) e por utilizar “mesmo em conversa privada, vocabulário que não lhe é comum.”
E depois falou sobre o futuro. “Não carrego mágoas, não carrego ressentimentos, olho para a frente (…). O país vive, sim, importante e inédito acerto de contas com a sociedade e com o mundo político. Temos de estar preparados para isso, mas separar o que é crime do que é atividade política”, disse.
Por fim, voltou a defender as reformas e o apoio do PSDB ao governo do presidente Michel Temer (PMDB). “Vamos continuar avançando em uma ousada agenda de reformas, razão do apoio do PSDB ao governo. Agenda que, apesar de todas as adversidades, continua sendo liderada pelo presidente”, afirmou.