A
contaminação dos TRIBUNAIS DE CONTAS
Nomeação
dos ministros de contas no nível federal e dos conselheiros no estadual e
municipal está contaminada pela prevalência de injunções políticas (O ESTADÃO)
Três
anos de ampla e diligente investigação sobre corrupção na gestão da coisa
pública, trabalho de que a Operação Lava Jato é símbolo, revelam o óbvio a uma
nação perplexa: a má política, incapaz de distinguir o público do privado e
sempre disposta a colocar o interesse pessoal acima do interesse público, é a
principal responsável pela roubalheira generalizada que se coloca como um dos
entraves ao desenvolvimento econômico e social do País. Recentemente, um
lamentável episódio confirmou essa triste realidade, no âmbito de uma
instituição que existe exatamente para fiscalizar as contas dos governantes:
cinco dos sete conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) foram
presos numa operação policial de combate à corrupção. Longe de ser uma exceção,
esse episódio revela o que parece ser a regra do funcionamento dos tribunais de
contas (TCs) no País, de acordo com levantamento feito pela ONG Transparência
Brasil.