As virtudes intelectuais necessitam em boa parte da educação, da
experiência e do tempo. Mas, as morais também não são produto natural ou iminente.
Não nascemos virtuosos. Clarifica Aristóteles que nem a oligarquia é o
regime da minoria, nem, correlativamente, a democracia é o da maioria. Antes a
primeira é o domínio dos ricos, e a segunda dos homens livres.
A palavra ética, que
falta a maioria dos políticos brasileiros, origina-se do grego ethos,
que, em um segundo plano, significa costumes, isto é, o caráter social e
cultural de um grupo ou sociedade. Seria a teoria dos costumes. É uma espécie
de síntese dos costumes de um povo.
Assim, a ética,
estabelece um dever, uma obrigação, um compromisso, que tem por fundamento o
próprio comportamento humano. É algo que brota do ser humano, dos elementos que
caracterizam o homem na sua essência, diferenciando-o dos outros seres.
Na percepção
democrática dos homens livres, falta-lhes um substantivo importante: EDUCAÇÃO POLÍTICA. A
política no Brasil só foi ensinada nos bancos escolares na época da ditadura –
OSPB, que muitos da minha idade ainda receberam ensinamentos.
Hoje o Brasil-Político
falta o brilho dos homens de caráter e virtude para que possam nos conduzir
numa governança que emita confiança recíproca entre os homens e mulheres
mortais. Acima da Lei, das Normas, estão a corja de políticos que envergonha à
todos, de maneira escrachada e que hoje os que deveriam exemplificar desafiam,
inclusive, o mais alto poder judiciário do Estado.
No entanto, como é
costume no Brasil os políticos roubam e nada sofrem, restando-nos, a conscientização e nos educarmos na escolha dos nossos representantes.
Sinceramente, sinto-me
enojado com a matilha de lobos que roubam e ainda tem a cara de pau de
afirmarem que “tudo é mentira”.
Onde foi parar a ÉTICA?
Joel Gomes
