sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

OPINIÃO(MINHA E DE MUITOS)


As virtudes intelectuais necessitam em boa parte da educação, da experiência e do tempo. Mas, as morais também não são produto natural ou iminente. Não nascemos virtuosos. Clarifica Aristóteles que nem a oligarquia é o regime da minoria, nem, correlativamente, a democracia é o da maioria. Antes a primeira é o domínio dos ricos, e a segunda dos homens livres.
A palavra ética, que falta a maioria dos políticos brasileiros, origina-se do grego ethos, que, em um segundo plano, significa costumes, isto é, o caráter social e cultural de um grupo ou sociedade. Seria a teoria dos costumes. É uma espécie de síntese dos costumes de um povo.
Assim, a ética, estabelece um dever, uma obrigação, um compromisso, que tem por fundamento o próprio comportamento humano. É algo que brota do ser humano, dos elementos que caracterizam o homem na sua essência, diferenciando-o dos outros seres.
Na percepção democrática dos homens livres, falta-lhes um substantivo importante: EDUCAÇÃO POLÍTICA. A política no Brasil só foi ensinada nos bancos escolares na época da ditadura – OSPB, que muitos da minha idade ainda receberam ensinamentos.
Hoje o Brasil-Político falta o brilho dos homens de caráter e virtude para que possam nos conduzir numa governança que emita confiança recíproca entre os homens e mulheres mortais. Acima da Lei, das Normas, estão a corja de políticos que envergonha à todos, de maneira escrachada e que hoje os que deveriam exemplificar desafiam, inclusive, o mais alto poder judiciário do Estado.
No entanto, como é costume no Brasil os políticos roubam e nada sofrem, restando-nos, a conscientização e nos educarmos na escolha dos nossos representantes.
Sinceramente, sinto-me enojado com a matilha de lobos que roubam e ainda tem a cara de pau de afirmarem que “tudo é mentira”.
Onde foi parar a ÉTICA?


Joel Gomes