terça-feira, 24 de abril de 2018

RENAN X SERRAGLIO (O POVO ACREDITA EM QUAL DOS DOIS?)

Renan afirma que Serraglio tem memória fraca
Em vídeo, senador do MDB alagoano rebateu declaração do ex-ministro da Justiça de que sofreu pressão quando comandou a pasta
MARCELO ROCHA (ÉPOCA)

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) gravou vídeo para rebater a afirmação do ex-ministro e deputado Osmar Serraglio (PP-PR) de que foi pressionado, quando comandou a pasta da Justiça, pelo parlamentar alagoano. Serraglio fez a acusação ao jornal O Globo na semana passada, quando também citou o senador Aécio Neves (PSDB-MG). "Quando o presidente da República o nomeou, eu disse que era uma temeridade nomear alguém do Eduardo Cunha", afirmou Renan. "Depois, publicamente, na Operação Carne Fraca, eu pedi a sua exoneração. Eu não sabia que a Carne Fraca tornava a memória fraca também."
Deflagrada pela Polícia Federal, a Carne Fraca apurou irrgularidades no Ministério da Agricultura. Serraglio foi citado por um colaborador do Ministério Público Federal.

OS (MAIS) CORRUPTOS

PP é o partido com o maior número de deputados investigados no STF.

Com a quarta maior bancada na Casa, o PP lidera em número de parlamentares investigados no Supremo Tribunal Federal (STF). Dos 46 deputados em exercício, pelo menos 27 integrantes da legenda de Paulo Maluf (PP-SP) respondem a ações penais ou inquéritos, inclusive o ex-prefeito paulistano. Nessa situação estão o novo líder do governo, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB); e o líder da bancada, Arthur de Lira (PP-AL), já denunciado ao STF por corrupção e lavagem de dinheiro.
O PT, dos ex-presidentes Lula e Dilma, aparece logo na segunda posição com 19 deputados sob investigação. Entre os investigados está o ex-presidente da Câmara Marco Maia (PT-RS). Relator da CPI mista da Petrobras em 2014, ele responde a inquérito que apura sua atuação em um esquema para impedir convocações de empreiteiros na CPI da Petrobras. Lula, por não ter foro privilegiado, é investigado na primeira instância, onde já é réu em cinco denúncias em três operações diferentes.
Em seguida, entre as legendas com mais deputados que respondem por ações penais ou inquéritos no STF está o PMDB do presidente Michel Temer, com 18 deputados investigados. Três deles se encontram licenciados do mandato. Embora não haja investigação em andamento contra o presidente, ele aparece entre os políticos citados como beneficiários de doações de empreiteiras em delações da Odebrecht.
O PR aparece em quarto lugar, com 15 nomes. Na sequência vêm o PSD, com 13 integrantes da Câmara sob investigação, e o PSDB, também com 13. O PTB, PDT, PSB, SD, PRB, PSC, DEM, PTN, PTdoB, PSL, PPS e PCdoB surgem na sequência como bancadas com mais parlamentares acusados de crimes. (Fonte: Congresso em Foco)
Em Pernambuco, não é diferente.
(Foto: Beto Oliveira) - A Polícia Federal realizou, na manhã desta terça-feira (24), uma operação no Congresso Nacional, que teve como alvos o deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) e o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Também houve um mandato de prisão contra o ex-deputado Márcio Junqueira, de Roraima. A procuradoria afirmou que as buscas ocorreram, além de Brasília, em Teresina, Recife e Boa Vista. 
Na nova fase da Lava Jato, o ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), aponta a necessidade de obter provas referentes aos crimes de embaraço à investigação de organização criminosa. De acordo com investigadores, Da Fonte e Nogueira são suspeitos de comprar o silêncio de um ex-assessor do senador que tem contribuído com a Justiça. Ele teria detalhado que recebia pagamento em espécie do ex-deputado Márcio Junqueira. Mas, pela sua colaboração com a Lava Jato, o ex-assessor teria recebido ameaças e chegou a ser incluído no programa de proteção à testemunha. (Folha de Pernambuco)

O SENTIMENTO É A REJEIÇÃO

Marun diz que Temer quer ‘sentir o partido’ em jantar com lideranças emedebistas

O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse nesta terça-feira, 24, que o presidente Michel Temer, no jantar desta noite, no Palácio da Alvorada, com uma parcela dos presidentes de diretórios regiões do MDB, quer “sentir o partido” e ouvir cada um deles.
Segundo Marun, pelo menos mais dois outros jantares como estes serão realizados com emedebistas, quando será defendido “o projeto do presidente Temer, que é o projeto de uma candidatura que defenda e dê continuidade ao que estamos fazendo”. De acordo com o ministro, a postura dissidente do senador Renan Calheiros (AL) não é uma ameaça à união de uma candidatura emedebista porque ele “não representa a maioria do partido”.
Marun foi questionado também sobre a possibilidade de o MDB abrir mão de sua candidatura e o presidente Temer apoiar um nome de centro para o Planalto, que poderia ser do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, liderando uma chapa unificada de centro.

LULA E OS MINISTROS DO SUPREMO

Ministros do STF admitem possibilidade de Lula ser solto e se candidatar.

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) admitem a possibilidade de soltura e de um eventual registro da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Lava Jato. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
A declaração aconteceu nesta terça-feira em um evento entre os quais estavam os ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux, que também preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Mendes chegou a admitir a possibilidade da decisão do plenário virtual da segunda instância do STF resultar na liberdade de Lula, mas disse que essa decisão já estaria “prejudicada”.
“Eu acredito que já esteja prejudicado, porque o Tribunal Regional Federal (TRF-4) negou o recurso, mas pode, claro”, afirmou o ministro.
Mendes comentou ainda a hipótese de que ao invés de dois crimes (lavagem de dinheiro e corrupção passiva), Lula possa ser condenado apenas por corrupção, com a lavagem sendo considerada uma ação feita no contexto da corrupção. “É preciso discutir se os dois crimes a que ele foi condenado são realmente dois crimes”. Se o entendimento for de que houve apenas um crime, a pena do ex-presidente poderá ser reduzida.
Embora tenha afirmado que uma das tarefas do TSE é preservar a Lei da Ficha Limpa, Luiz Fux não descartou a hipótese do petista ter sua candidatura à Presidência registrada. “Se o Supremo emitir uma ordem eu terei que, necessariamente, cumprir”, afirmou.

A REFORMA TRABALHISTA E O EGO DOS PRESIDENCIÁVEIS

Reforma trabalhista: queda de braço entre Temer e Maia derruba parte das mudanças

Medida provisória que regulamentava as mudanças na legislação caducou e cria-se um limbo jurídico na área

Um cabo de guerra entre os chefes do Executivo, Temer, e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), foi uma das principais razões para a medida provisória que tratava das alterações nas regras laborais perdesse a validade. Aprovada em abril na Câmara, o projeto seguiu para o Senado. Porém, como havia uma série de queixas em razão das regras complacentes com o empresariado e mais duras com os trabalhadores, os senadores negociaram algumas alterações com o Governo, que se comprometeu a fazê-las por meio de uma medida provisória.
Aparentemente tudo caminharia como o previsto pelas autoridades políticas. O projeto acabou aprovado no Senado em julho. Em novembro, a MP 808, foi publicada e as regras passaram a valer. Mas, para se tornar lei, precisava ser analisada novamente pela Câmara e pelo Senado. Como faltou Temer combinar com Maia, que representa os deputados, a proposta ficou paralisada. Nem mesmo um relator para a proposta foi escolhido. Assim, segue em vigência o projeto que foi aprovado pelo Legislativo sem o detalhamento que havia sido feito pela medida provisória.
O entrave se agravou quando Rodrigo Maia se lançou pré-candidato à presidência. Atendendo os seus colegas de parlamento, ele se nega a colocar em pauta temas polêmicos em ano eleitoral. Além disso, ele deixou claro a Temer que os deputados se sentiram desprezados pelo Planalto ao não terem feito parte do acordo com o Senado. Por isso, no entendimento dos deputados, deveria valer apenas a proposta aprovada na Câmara e referendada pelo Senado.

O CERCO SE FECHA CONTRA TEMER

Yunes diz que contou a Temer sobre ‘envelope lacrado grosso’ de Funaro

O ex-assessor do Planalto José Yunes afirmou, em depoimento à Polícia Federal na Operação Skala, ter contado ao seu amigo, o presidente Michel Temer (MDB), sobre a entrega de “envelope lacrado grosso” do doleiro Lúcio Funaro a pedido do ministro Eliseu Padilha (MDB). Yunes chegou a ser preso temporariamente no final de março no âmbito da ação da PF relacionada às investigações de suposto benefício concedido à empresa Rodrimar por meio da edição do Decreto dos Portos.
“Como é amigo do presidente, o encontra com certa frequência fora de situações de trabalho, em São Paulo. Sobre os fatos já noticiados relativos ao recebimento de documentos de Lúcio Bolonha Funaro, a pedido de Padilha, lembra-se de que se tratava de envelope lacrado grosso, da espessura de pouco mais de dois centímetros, que não era pesado.”
“Na oportunidade, não recebeu nenhuma caixa por parte de Funaro”, seguiu Yunes. “Conhecia o ministro Padilha e tem a esclarecer, que com relação à pessoa de Padilha, tinha um relacionamento amistoso, em consideração ao presidente da República. Essa foi a única vez que Padilha lhe fez esse tipo de pedido. Jamais havia recebido pedidos de outras pessoas para receber encomendas ou documentos em seu escritório.”
Yunes já é réu em processo por suposto envolvimento com o “Quadrilhão do PMDB” na Câmara. A Procuradoria destaca o papel dele no suposto recebimento de R$ 1 milhão do doleiro Lúcio Funaro em seu escritório de advocacia, para a campanha emedebista de 2014.
Ao prestar depoimento no âmbito da Operação Skala, o amigo e ex-assessor de Temer voltou a relatar às autoridades sobre o dia em diz ter recebido um “envelope grosso” do doleiro Lúcio Funaro a pedido do ministro Eliseu Padilha. Desta vez, disse ter contado sobre a entrega a Temer.
Yunes diz ter detalhado “para Michel Temer sobre o tal pedido, alguns dias depois, e que inclusive falou para Michel Temer que ficou estarrecido com a ‘tal figura delinquencial’, após tomar conhecimento através do Google sobre envolvimento em escândalos por Lúcio Funaro”.
Ele já havia admitido, em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2016, o recebimento de R$ 1 milhão em seu escritório, e disse ter sido “mula” de Padilha. O dinheiro teria como origem o departamento de propinas da Odebrecht, segundo afirmam delatores.
Defesa
A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto informou que a defesa do ex-presidente deve se manifestar a respeito do depoimento. A reportagem está tentando contato com a defesa, mas ainda não obteve retorno.(ISTOÉ)

MAIS DENÚNCIAS QUE DEVERÃO CHEGAR ÀS MÃOS DE MORO

Lula quer que Fachin negue pedido da PGR para mandar investigação a Moro

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu nesta segunda-feira, 23, ao ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), que não atenda à solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que quer que seja enviada ao juiz federal Sérgio Moro uma investigação que apura suposta prática de crime de organização criminosa por parte de membros do Partido dos Trabalhadores.
No mês passado, Fachin determinou o desmembramento das investigações, mantendo no STF a apuração envolvendo apenas a presidente nacional do PT, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo.
Fachin determinou à Justiça Federal do DF a investigação contra políticos que não possuem foro privilegiado, como os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e os ex-ministros Antonio Palocci e Guido Mantega.