quarta-feira, 23 de agosto de 2017

A DITADURA DE MADURO E LUISA ORTEGA



Ex-procuradora-geral da Venezuela diz que vai entregar provas sobre Odebrecht ao Brasil e outros países

Luisa Ortega Díaz participou de evento em Brasília com Rodrigo Janot. Ela disse ter provas de corrupção da empreiteira em contratos com o governo venezuelano.

A ex-procuradora-geral da Venezuela Luisa Ortega Díaz informou nesta quarta-feira (23) que vai entregar a autoridades do Brasil, Colômbia, Espanha e Estados Unidos provas sobre casos de corrupção envolvendo a Odebrecht e outras empresas no país vizinho.
“Essas provas, as tenho comigo e vou cedê-las a alguns Estados para que procedam a processar as pessoas que as correspondam. A Nicolás Maduro [presidente da Venezuela], Diosdado Cabello, Jorge Rodríguez [ambos aliados de Maduro] e a todos que se envolveram nisso. Mas não somente no caso da Odebrecht”, disse , em entrevista à imprensa.
Ortega Díaz foi destituída do cargo de chefe do Ministério Público venezuelano pela Assembleia Constituinte controlada por Maduro no dia 5 de agosto. Ela desembarcou em Brasília na madrugada desta quarta-feira (23) para uma reunião com colegas do Mercosul.
Em discurso proferido a procuradores de países sul-americanos, Ortega Díaz denunciou perseguição por parte do governo Maduro e risco de destruição de provas sobre corrupção envolvendo seus membros.
“Quero denunciar perante o mundo a situação grave da Venezuela: uma corrupção desmedida. E por essa razão, para se protegerem de atos de corrupção, vêm violando a Constituição e a lei. Um dos graves fatos é o desmantelamento do Estado de Direito. Uma Constituinte que foi eleita sem aval do povo, sem ser consultada, arremeteu contra o Ministério Público e contra todas as instituições independentes”, disse.
Ela contou que o Ministério Público da Venezuela foi “assaltado militarmente” por mais de 300 membros da Guarda Nacional e funcionários da polícia política de Maduro, “de forma violenta”.

O NOSSO BRASIL

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 O Brasil está desamparado. O Legislador tornou-se um descompromissado entre o político e o povo. O Executivo não transmite a mínima confiança a Nação. O judiciário "aporcalha" a justiça e se ausenta da verdade, consequentemente do povo.
Um verdadeiro "caos" bate à porta dos brasileiros neste inferno astral que assombra os que passaram nos "porões" da ditadura militar e hoje, correm sérios riscos pela Ditadura Democrática que tenta se implantar no Brasil pelo governo Temer e seus aliados. O conjunto que deveria controlar e harmonizar desde a Administração Pública, a Política e o Judiciário, padece de "vontade", de caráter, de probidade e, acima de tudo, de homens e mulheres que queiram mudar toda essa "politicagem de carreira" que não querem perder a mamata jamais.
Nossa política é podre, nosso judiciário, um covil de falsos juristas(com algumas exceções), nosso povo, infelizmente, analfabeto político e o nosso destino entregue nas mãos de verdadeiros "metralhas"


SEMPRE ELE



Gilmar Mendes solta mais 3 investigados da Ponto Final; já são 9 os libertados
Estadão Conteúdo
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a soltura de mais três investigados da Operação Ponto Final – desdobramento da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro -, entre eles, Rogério Onofre de Oliveira, ex-presidente do Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro-RJ), com base na decisão em que já havia ordenado a libertação do megaempresário Jacob Barata Filho, conhecido como “Rei do Ônibus”.
O ex-presidente do Detro-RJ teria recebido pelo menos R$ 44 milhões no esquema de corrupção no setor de transporte do Rio, de acordo com as investigações.
Além de Onofre, Mendes decidiu soltar a mulher do investigado, Dayse Deborah Alexandra Neves, e o policial aposentado David Augusto da Câmara Sampaio, acusado de fazer parte do esquema do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB).
Os três foram detidos no âmbito da Operação Ponto Final, que desbaratou a máfia atuante no setor de transportes no Rio, responsável pelo pagamento de mais de R$ 260 milhões em propina a políticos e agentes públicos.
A mulher de Onofre foi presa dias depois, em atendimento a pedido feito pelo Ministério Público Federal (MPF). A prisão foi determinada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. “A investigada teve a ousadia de, apenas três dias após a prisão de seu marido e de decretada a indisponibilidade de seus bens, tentar reaver substancioso montante de dólares em fundo no exterior”, afirmam os procuradores da República que atuam na força-tarefa da Operação Lava Jato no Rio.
O ministro substituiu a prisão preventiva dos três por medidas alternativas à prisão, entre elas, o recolhimento domiciliar no período noturno e nos fins de semana, a proibição de manter contato com os demais investigados, a entrega do passaporte e a proibição de deixar o país, além do “comparecimento periódico em juízo, no prazo e nas condições fixadas pelo juiz de origem, para informar e justificar atividades”.
Com as três solturas, chega a nove o número de libertados pelo ministro Gilmar Mendes na Operação Ponto Final. Na semana passada, Mendes já havia determinado a soltura de Jacob Barata Filho, do ex-presidente da Fetranspor Lélis Teixeira, em um primeiro momento, e depois havia estendido o benefício a Cláudio Sá Garcia de Freitas, Marcelo Traça Gonçalves, Enéas da Silva Bueno e Octacílio de Almeida Monteiro, que também estavam presos preventivamente.

FILHO DE MINISTRO É ALVO DE DA LAVA JATO



Filho de ministro do TCU é alvo da 45ª fase da Lava Jato
A Polícia Federal deflagra na manhã desta quarta-feira a 45ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Operação Abate II. A primeira fase da Abate prendeu o ex-deputado Cândido Vaccarezza, dessa vez, um dos alvos é Tiago Cedraz, filho do ministro Aroldo Cedraz, do Tribunal de Contas da União (TCU). O foco da ação é a participação de novos interlocutores que atuaram junto à Petrobras para favorecer contratação de empresa privada e remunerar indevidamente agentes públicos. São cumpridos 4 mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador (BA), Brasília (DF) e Cotia (SP).
De acordo com nota da Polícia Federal, dois advogados participaram de reuniões nas quais o esquema de pagamento de propinas a agentes da Petrobras teria sido planejado. Eles teriam recebido comissões pela contratação de empresa americana pela empresa petrolífera, mediante pagamentos em contas mantidas na Suíça em nome de empresa off-shore. Também se detectou a participação de um ex-deputado federal e sua assistente na prática dos crimes e no recebimento de pagamentos indevidos.